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MERCADO DE CARBONO

Helder Barbalho comemora vitória histórica na COP26

Regulamentação do artigo 6º do Acordo de Paris é momento histórico para que países se comprometam com redução de carbono

sábado, 13/11/2021, 18:21 - Atualizado em 13/11/2021, 18:31 - Autor: DOL


Helder Barbalho destacou importância do momento histórico para os povos da Amazônia
Helder Barbalho destacou importância do momento histórico para os povos da Amazônia | Agência Pará

O governador do Pará, Helder Barbalho, comemorou a regulamentação do artigo 6º do Acordo do Paris realizada neste sábado (13), durante a COP26, em Glasgow. Segundo Helder, o momento é considerado "histórico" e representa o surgimento de "outra perspectiva econômica, mais justa e sustentável".

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O Artigo 6º do Acordo de Paris assegura que países possam negociar créditos de carbono uns com os outros a fim de garantir suas reduções de emissões de gases de efeito estufa por meio da venda de créditos de emissões excedentes, caso já tenham cumprido seus compromissos.

"A regulamentação do artigo 6. do Acordo de Paris, que acaba de ser anunciado na COP26, é histórico. Para nós, que lutamos desde o início pelo reconhecimento dos serviços ambientais, é uma enorme vitória", escreveu Helder Barbalho por meio das redes sociais. 

"O Pará está vendo nascer outra perspectiva econômica, mais justa e sustentável. Cabe a nós brasileiros, mas, em especial, amazônidas, organizar um mercado de carbono robusto, que valorize a Floresta em pé, atraia investimentos e gere emprego, renda e oportunidade para nosso povo", continuou o governador do Pará.

"De forma sustentável, podemos corrigir distorções seculares que nos colocaram à margem de nossas riquezas. A hora é agora!", concluiu Helder. 

MERCADO DE CARBONO REGULADO

De acordo com o portal Um Só Planeta, são poucas as nações que já contam com um mercado de carbono regulado. A maioria das nações, inclusive o Brasil, conta com um mercado voluntário, que teve a oportunidade de crescer 15 vezes para financiar até 1 gigatonelada (Gt) na redução de emissões adicionais por ano até 2030, segundo a Força-Tarefa do Escalonamento dos Mercados de Carbono Voluntário, iniciativa liderada pelo Instituto de Finanças Internacionais (IIF).

Já o mercado regulado é mantido por governos dispostos a contribuir com o comércio de carbono. Nessa modalidade, as empresas são obrigadas a se comprometerem com metas e medidas que garantam a redução efetiva de suas emissões para, então, compensarem somente o excedente. 

"O Acordo de Paris garante que todos os países estabeleçam obrigatoriamente metas para redução de suas emissões até níveis seguros. É o artigo 6 que descreve os mecanismos de mercado para que haja a transição para uma economia de baixo carbono a partir da compra e venda de créditos entre os países", explica Laura Albuquerque, doutoranda em engenharia de produção e gerente de finanças sustentáveis da Way Carbon, entrevistada pelo portal Um Só Planeta. 

O Artigo 6º é o responsável por garantir que governos e empresas entrem nessas negociações e estabeleçam mercados regulados com metas para diferentes setores. Esta é a parte do Acordo de Paris que estabelece regras que valem para todos os países e que precisam estar claras para todos os envolvidos, por isso a importância das negociações acerca desse compromisso no encontro da COP26 este ano.

Com este artigo aprovado, os governos serão responsáveis por impor regras nos seus próprios países e estabelecerem metas de redução dos gases de efeito estufa para os diferentes atores econômicos da sociedade, que antes se comprometiam voluntariamente com essa redução.


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