Praticamente dois anos se passaram desde o falecimento do cartunista e jornalista José Arnaldo Torres dos Santos, o ATorres, mas até hoje familiares e amigos ainda tentam aprender a conviver com a saudade que deixou em casa e no ambiente de trabalho.
Editor de arte do jornal Diário do Pará, o chargista recebeu prêmios nacionais e internacionais ao longo de 30 anos de carreira, sendo lembrado até hoje por todos os colegas com quem dividiu inúmeros feitos e por quem acompanhava o seu trabalho, eternizado nas capas e páginas do Diário. Neste domingo (21), uma missa será celebrada na Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, às 18h, em ação de graças ao Torres.

O designer gráfico morreu aos 54 anos de idade em decorrência de um acidente vascular cerebral. O dia da sua partida foi dia 22 de novembro de 2019. Ele deixou a esposa, Selene Maria Platilha dos Santos, que também é jornalista, com quem teve uma filha Luana Platilha dos Santos, de 28 anos. Além de Luana, ATorres também teve outro filho, o Max Andrey dos Santos - hoje com 37 anos. Ele ajudou a mãe, Maria de Nazaré Torres dos Santos, a criar e educar os quatro irmãos.
"São dois anos de muita saudade e lembranças. A partida dele foi tão inesperada, repentina que ainda é difícil de entender. Estamos buscando forças em Deus, sempre em Deus, para nos confortar e aprender a conviver com essa saudade", disse Selene. Os dois se conheceram quando ela era redatora na rádio Província FM e ele trabalhava na Província do Pará. ATorres passou a fazer parte do Diário do Pará com o desafio de contribuir para que o jornal alcançasse a liderança no mercado paraense. Assim o fez.

A gerente de Recursos Humanos do Diário do Pará, Ana Prado, ressalta a liderança que o Torres exercia ao liderar a equipe de criação de arte do jornal. "Ele tinha uma visão focada nas soluções dos problemas, quando apareciam. Ele não se deixava levar pelo estresse. Tinha uma postura ética, sempre correta. Foi um profissional exemplar e com certeza isso era reflexo de seu caráter. Foi um ser humano muito generoso, acolhia as pessoas e ajudou vários colegas", comenta.
Remo presta homenagem ao chargista ATorres na Web
Ela sente falta dele principalmente quando os campeonatos esportivos estão chegando a etapas decisivas. "O Torres tinha um olhar singular sobre o futebol paraense e ele conseguia transmitir isso através de suas charges. Em dias e jogos e depois das partidas, a primeira coisa que eu buscava no jornal era justamente ver as charges dele. Deixou uma grande lacuna", reitera a executiva de RH.

O cartunista também fez diversos trabalhos em parceria com o DOL. Um deles resultou no sorteio de um exemplar autografado do livro 'Leão, Papão e outros bichos' que conta a história do futebol paraense, as idas e vindas dos clubes Remo e Paysandu. A promoção ocorreu em 2015. ATorres costumava dizer que a obra era para torcedores, secadores e sofredores.
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