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COMEMORAÇÃO

Moradores de Ananindeua celebram 78 anos da cidade

Município comemora aniversário hoje, 3 de janeiro, sendo o segundo em economia e população do Estado, um crescimento que foi acompanhado por muitos “pioneiros” orgulhosos da evolução urbana e querendo melhorias.

segunda-feira, 03/01/2022, 08:20 - Atualizado em 03/01/2022, 08:38 - Autor: Suênia Cardoso/ Diário do Pará


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| Mauro Ângelo/ Diário do Pará

Um dos municípios mais populosos do Pará e o terceiro da Região Amazônica, Ananindeua completa 78 anos na data de hoje, 3 de janeiro. Considerado a segunda maior economia do Estado, tem sua origem na população ribeirinha, que se estabeleceu às margens do rio Maguari-Açu, fugindo do confronto da Cabanagem, por volta de 1850.

Quem mora ou trabalha no município tem muitas histórias para contar: desde o seu crescimento e evolução enquanto cidade, como os desejos futuros de melhorias. No Complexo da Cidade Nova 8, sentada em um banco ao lado do avô Maximino Tavares, de 84 anos, a artista visual Mariana Thaís de Jesus, 28, conta que mora na cidade desde que nasceu e que não pretende mudar de lugar. “Aqui é muito tranquilo e tudo o que precisamos, temos por perto. Tem o Parque, que dá para caminhar; tem este Complexo, que reúne muitas famílias e crianças, e à noite fica todo iluminado e cheio de barracas de lanches. Eu gosto daqui e não penso em sair do município”.

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Há 32 anos, o autônomo “Correio”, do Point do Coco Quebra Galho, mora na Cidade Nova 8. Ele viu a área crescer e se estruturar. “Isso tudo era um caminho de mato, de terra, tipo roça. Quando vim para a Cidade Nova, até a Arterial 18 tinha outro nome. Hoje em dia, ver no que se tornou é gratificante, mesmo porque, tudo o que se tem hoje é também fruto do nosso trabalho”, diz ele, ressaltando o envolvimento com lideranças comunitárias. “Aqui todos os moradores e todos os políticos me conhecem, porque além de ser morador de anos, também lutamos para trazer melhorias para o lugar”.

A esposa Ana Almeida, 65, que também o ajuda no ponto, diz que foi moradora do bairro da Sacramenta antes de conhecê-lo. “Não queria vir para cá de jeito nenhum, porque não tinha nada e era tudo longe, mal tinha ônibus. Mas não sabemos nosso destino, somente Deus. Já estamos casados há 50 anos e gostamos de morar e de nos divertir aqui”, contou.

AVANÇOS

O casal Rosileide Gerônimo e Emilton Chaves, ambos de 64 anos, já moram no município há vinte anos. A história deles em Ananindeua começa ainda na década de 1980. Eles viveram no bairro da Cidade Nova 8, foram embora para o município de origem, Capanema, onde passaram oito anos, e decidiram retornar em 1994. Compraram uma casa e resolveram constituir a família – composta por um casal de filhos e seis netos. Atualmente, eles relatam as melhorias que foram feitas no município. “De todos estes anos, vejo que muita coisa avançou. Em relação aos acidentes, por exemplo, acredito que devem ter reduzido em torno de 70%. Os assaltos também diminuíram. Então, estes foram alguns dos motivos que também nos fizeram ficar. Estamos próximos de supermercados, de parques, ou seja, temos muita facilidade para tudo”, contou Rosileide.

Para este aniversário, no entanto, Emilton deseja mais. “Gostaria que houvesse mais prioridade em saúde e educação e menos violência. Ter mais postos de saúde, principalmente os de Saúde da Família, para que tenhamos uma saúde básica de qualidade, e hospitais”, ressaltou.

O Seringal é o segundo parque ambiental de Ananindeua e a primeira unidade de conservação municipal do Pará. A coordenadora Luciana Castro, diz que no local são realizadas visitas escolares, com trilhas e explicações às crianças sobre todo o processo dos seringueiros, desde o cultivo à extração do látex, e a maneira em que se transformam em borracha. “Também há vários espaços cenográficos, dentre eles, a casa do seringueiro, o espaço do aviamento e a casa do senhor da borracha”, destaca a coordenadora.

A emancipação e o nome de Ananindeua

Após ser distrito de Santa Izabel e de Belém, Ananindeua se tornou em 1943 um município por meio do Decreto Lei nº 4.505. Sua instalação ocorreu em 3 de janeiro de 1944. Antes, era considerada cidade-dormitório. Seu nome vem do tupi em razão da grande quantidade de árvores chamada Ananin, que produz a resina de cerol utilizada para lacrar as fendas das embarcações. A planta, de grande porte, possui ainda propriedades medicinais e serve também para ensebar cordas e fabricar tochas.

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