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RELATÓRIO

Pará lidera saldo da balança comercial no Brasil em 2021

Com exportações de produtos minerais, o Estado gerou saldo positivo de R$ 27,6 bilhões, com variação positiva de 41% em comparação com 2020

quinta-feira, 13/01/2022, 08:27 - Atualizado em 13/01/2022, 09:37 - Autor: Carol Menezes


O setor mineral respondeu por 93% das exportações em 2021
O setor mineral respondeu por 93% das exportações em 2021 | Ricardo Teles / Divulgação Vale

O Pará fechou o segundo ano da pandemia com o melhor desempenho do Brasil na balança comercial graças às exportações de produtos minerais (93% do total), segundo relatório do Centro Internacional de Negócios e da Federação das Indústrias (CIN/Fiepa). Com saldo de US$ 27,6 bilhões, deixando para trás Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, o Estado exportou US$ 29,1 bi, e importou US$ 1,5 bi, o que significou, respectivamente, variação positiva de 41,56% e 28,62% em comparação com o mesmo período de 2020. É o maior volume de exportações registrado desde 2012, saídas principalmente de Parauapebas, Canaã dos Carajás, Barcarena, Marabá e Curionópolis.

Leia também: Aumento no preço da gasolina chega aos postos do Pará

A posição no ranking muda no quesito valor exportado, quando o Pará cai para o 4º lugar, antecedido por SP, MG e RJ, e ficando na frente do MT. A mineração garantiu novamente o bom posicionamento do Estado na lista, com US$ 27 bi em valor exportado, de modo que a exportação de outros produtos representou apenas 7% do total arrecadado.

A China foi quem mais comprou o item mais demandado: minério de ferro bruto, que gerou US$ 21,7 bi ao Estado. A Alemanha foi a maior compradora do minério de cobre, que rendeu US$ 2,5 bi. Em seguida vem a alumina calcinada (US$ 1,2 bi), vendida principalmente para a Noruega, e alumínio não ligado & derivados destinado prioritariamente ao Japão, por US$ 347,8 milhões.

Na balança comercial do Pará figuram há mais de dez anos a madeira (US$ 199,3 milhões), que este ano teve queda de 5,80% na procura, os sucos de frutas (US$ 62,1 milhões) e os camarões (US$ 3,6 milhões), este com crescimento de 159% na demanda. Os mais recentes são a soja (US$ 811,2 milhões), a carne de bovinos (US$ 446,8 milhões) e o milho em grãos (US$ 76,7 milhões). Além da Alemanha, os países asiáticos - China, Malásia, Japão - seguem sendo os maiores compradores do Pará, com participação de 75,98%, ou US$ 22,1 bilhões, na movimentação de valores, com dilatação dessa procura em mais de 46% entre 2021 e 2020.

Segundo Deryck Martins, presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente (CTMA/FIEPA) e diretor técnico da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará (Aimex), as exportações de madeira foram impactadas por uma crise ocorrida no segundo semestre de 2021. “Em um único mês, as exportações de madeira sofreram uma queda de 60% por conta de uma decisão judicial de um ministro do STF que voltou a exigir das empresas a apresentação de uma autorização de exportação e como o Ibama não tinha como atender a demanda, isso acabou prejudicando o setor”, explica Martins.

O presidente da Fiepa, José Conrado Santos, afirma que a questão tributária também exerce grande influência na capacidade das empresas de manterem seus negócios viáveis nesse cenário de crise que se prolonga. “A complexidade do sistema tributário e a pesada carga que recai sobre as indústrias no nosso país tornam quase inviável a manutenção dos negócios, retirando das pequenas e médias indústrias, principalmente, a capacidade de competir no mercado internacional.”, afirma. “Por isso é que nós, do Sistema Indústria, temos trabalhado pela aprovação de uma reforma que consiga modernizar e tornar o sistema tributário mais simples, transparente e menos burocrático, para que as empresas se tornem mais competitivas, com fôlego para novos investimentos, aumentando a produção e trazendo mais emprego, renda e desenvolvimento para o nosso Estado”, pondera.

 

O setor mineral respondeu por 93% das exportações em 2021
O setor mineral respondeu por 93% das exportações em 2021 | Ricardo Teles / Divulgação Vale
 

 

O setor mineral respondeu por 93% das exportações em 2021
O setor mineral respondeu por 93% das exportações em 2021 | Ricardo Teles / Divulgação Vale
 
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