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Rodoviários paralisam atividades nesta segunda-feira (17)

Segundo os quase 20 trabalhadores, a linha Pratinha - Presidente Vargas, onde a empresa opera, tem cinco veículos sem condições de uso.

segunda-feira, 17/01/2022, 09:19 - Atualizado em 17/01/2022, 12:33 - Autor: Sávia Moura com informações Toni Gonçalves/Rádio Clube do Pará

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Cerca de 5 mil usuários do transporte público serão afetados com a paralisação.
Cerca de 5 mil usuários do transporte público serão afetados com a paralisação. | Toni Gonçalves/Rádio Clube do Pará

O transporte público é de uma importância para que as pessoas possam se locomover, seja para o trabalho ou algum compromisso. No entanto, a manhã desta segunda-feira (17) pode ser de dor de cabeça para alguns usuários de ônibus coletivo de Belém. 

O motivo é que os rodoviários da empresa Transcol, localizada na avenida Presidente Costa e Silva, no bairro do Tapanã, resolveram cruzar os braços. Com isso, a linha Pratinha - Presidente Vargas, está temporariamente paralisada.

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De acordo com informações, os funcionários paralisaram as atividades por atraso de dois meses de salário, quatro meses de ticket alimentação, além de atraso no 13º e férias.

Com a paralisação, cerca de 5 mil usuários do transporte público serão afetados nesta manhã. 

Ainda segundo os quase 20 trabalhadores, a linha Pratinha - Presidente Vargas, onde a empresa opera, tem cinco veículos sem condições de uso.        

Por fora, é possível observar a precariedade dos veículos.
Por fora, é possível observar a precariedade dos veículos. | Toni Gonçalves/Rádio Clube do Pará
   

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Pará estão no local para intermediar as negociações.

"Essa empresa não tem a mínima condição de atender a população, ela tem só cinco ônibus. Além disso, a empresa está há 4 meses sem pagar o vale alimentação, dois meses com os salários dos trabalhadores atrasados e não pagou o décimo terceiro. Já pedimos para a Semob tomar algumas providências  contra essa empresa, inclusive a perda da permissão de circular", destacou o presidente do sindicato, Altair Brandão. 

Em nota, a Setransbel informou que: "a paralisação de hoje é reflexo do desequilíbrio financeiro que todas as empresas têm passado e do descaso com o setor, que tem como única fonte de receita a tarifa.

O Setransbel ressalta que o sistema de transporte hoje não tem condições sequer de capacidade de pagamento aos custos atuais. Com a inflação em disparada, os gastos com o diesel, por exemplo, aumentaram 59%, custos esses que somados aos salários correspondem a 80% dos custos operacionais. E que, ainda assim, foram concedidos dois aumentos salariais (5,07% em maio/2019 e 2,5% em outubro/2021), sem qualquer repasse na tarifa que segue sem reajuste há mais de 30 meses.

Por fim, o Setransbel se solidariza ao momento atual da economia, entretanto, o colapso financeiro das empresas do setor no Brasil é iminente, em especial nas cidades onde o sistema é custeado exclusivamente pela receita auferida pelo pagamento da passagem, como ocorre no município de Belém e Região Metropolitana".

O DOL  também entrou em contato com a Semob que em nota informou que: "a empresa vem sendo autuada até que sejam normalizados os serviços oferecidos à população.

A Autarquia determinou também que, para não deixar os usuários do transporte público desassistidos, entrou em contato com a gerência da empresa Nova Marambaia, a qual disse que a frota da linha 638 Pratinha-Presidente Vargas será reforçada para atender a demanda até o fim da paralisação".

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