Com apenas 8 anos de idade, o pequeno Enzo Silva da Rocha já sabe a importância da vacinação. Ele acordou bem cedo e junto com o avô, Idanias Rodrigues, 68, recebeu a primeira dose do imunizante contra a Covid-19 em um ponto montado na Universidade Federal do Pará (UFPA).
Antes de receber a vacina, o garotinho foi firme ao afirmar que estava preparado para o momento. “Eu sei que vai doer um pouquinho, mas eu estou preparado para receber a picadinha”, declarou. Após a vacina ele concluiu que “não doeu como pensava”, completou.
Rayla Cordeiro, também de 8 anos, estava na fila ansiosa para se vacinar. Ela contou que, a maioria dos membros da família já se vacinaram e que estão faltando apenas as crianças. “Essa doença é muito grave, vi na televisão. Falei pra minha mãe que queria me vacinar”, declarou a menina.
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Apesar de todo o esforço das equipes médicas e das gestões municipais e estaduais, poucas pessoas estão seguindo o exemplo do Enzo e da Rayla, pois em alguns pontos, os profissionais da saúde percebem que a procura ainda é baixa. Rosana Ferreira da Silva é enfermeira e atua no Ponto de Vacinação da UFPA. Segundo a profissional, a média diária é de 150 a 200 pessoas imunizadas por dia. “O ideal seria uma procura mais intensa, tanto de adultos, como de crianças. Na maioria das vezes o movimento é bem fraco”, enfatizou.
DESINFORMAÇÃO
Na avaliação de especialistas, como a do enfermeiro José Paulo, que atua no Ponto de Avaliação da Unama, no bairro do Umarizal, temores infundados sobre possíveis efeitos da vacina podem ser um dos fatores que ajudam a explicar as resistências.
Essas fatias da população correspondem, segundo o último levantamento da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), 63,3% das crianças entre 5 e 11 anos precisam ser imunizadas, ou seja, uma média de 36,7% do total de 140 mil foram levadas para receber o imunizante. Já no grupo dos jovens e adultos, com a segunda dose, foram vacinadas aproximadamente 1.2 milhão de pessoas, ou seja, 88,1% da população foi imunizada. Desse total, apenas 68,6% foram atrás da terceira dose em Belém.
“Pessoas que tiveram algum efeito adverso após a aplicação da primeira dose, como algum sintoma de febre, dores musculares e até moleza no corpo, acabam deixando de fazer a segunda”, enfatizou José Paulo. Para ele, “o surgimento de sintomas como esse são normais e indicam que o sistema imunológico está agindo de forma positiva”, observa o enfermeiro.
A operadora de máquinas, Rosana Ferreira da Silva, explicou que agora faz parte da maioria das pessoas protegidas. “Pronto, fiz a minha parte por mim e pelo próximo. Precisamos acreditar mais nos nossos cientistas e assim, fazendo nossa parte, voltamos um dia a normalidade”, disse.
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