O prazo para enviar a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) começou na última segunda-feira (07) e já tem instituições financeiras oferecendo a antecipação da restituição. Esta oferta tem a vantagem de o contribuinte receber o dinheiro de forma praticamente imediata, no entanto, pode ser um tanto perigosa financeiramente, já que a restituição deve ser vista como um dinheiro incerto, uma vez que o contribuinte pode cair na malha fina e não receber o valor no lote esperado.
A restituição do Imposto de Renda 2022 terá cinco lotes e os pagamentos iniciarão somente a partir de maio e seguem até setembro. Na regra, quanto mais cedo os contribuintes entregarem a declaração do IRPF, maior a chance de receberem o dinheiro de eventual imposto a restituir já nos primeiros lotes prós e contras
A educadora financeira, Ana Ferrari, destaca que esta antecipação tem seus prós e contras, e por isso, o contribuinte deve estar atento a algumas armadilhas. “Muitos bancos têm acesso a informações dos contribuintes e acabam oferecendo a antecipação do Imposto de Renda, que nada mais é que um empréstimo, tendo assim, seus benefícios e malefícios”.
Como vantagem, ela destaca a obtenção do valor de forma emergencial. “Contudo, vale lembrar que é um dinheiro com juros, sendo fundamental que a pessoa faça cálculos e veja se, de fato, esta antecipação vai valer a pena e o contribuinte vai conseguir quitar a dívida posteriormente”.
Independentemente da situação, a educadora financeira recomenda nunca fazer o empréstimo, e sim, organizar-se financeiramente. “Sempre ter um planejamento financeiro, gastar menos do que ganha e, se já está endividado, avaliar se este valor restituído vai ajudar a quitar uma dívida. É importante avaliar e não simplesmente fazer a antecipação porque este valor pode ser incerto, podendo haver imprevistos com a Receita Federal, o contribuinte cair na malha fina e só receber o dinheiro em outro ano, dentre outras eventualidades”.
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DICA
A dica é, de acordo com Ana, esperar a data estipulada pela Receita Federal para receber a restituição e aguardar o dinheiro cair em conta. Enquanto isso, o contribuinte pode ir se organizando financeiramente com o que tem, pois, se criar o hábito de contar com algo que ainda não está em mãos, pode transformar a vida financeira em uma bola de neve.
“Estamos com uma economia instável, em ano de eleição e de várias mudanças no exterior que interferem no país, então, não é interessante contar com o que ainda não está garantido. É fundamental não agir por impulso, fazer a declaração do Imposto de Renda, verificar o valor da restituição e em qual lote deverá receber e, depois que estiver com o dinheiro, direcioná-lo de forma inteligente”, recomendou.
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