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LÍDER NO NORTE

Pará cria 70 mil vagas de empregos formais em 12 meses

Levantamento do Dieese mostra que setores de Serviços e Comércio alavancaram o crescimento de postos de trabalho formais no Estado. No ranking nacional, o Pará ocupa a 11ª posição entre as unidades da federação.

sexta-feira, 11/03/2022, 09:47 - Atualizado em 11/03/2022, 09:47 - Autor: Luiza Mello/Diário do Pará

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Pará lidera geração de empregos no Norte. Em Belém, setor de serviços se destacou com mais postos de carteira assinada.
Pará lidera geração de empregos no Norte. Em Belém, setor de serviços se destacou com mais postos de carteira assinada. | Irene Almeida/ Diário do Pará

Os dados de janeiro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem (10), pelo Ministério do Trabalho, mostram que o Pará mantém a liderança com a maior geração de empregos formais entre os estados da região Norte. No ranking nacional, o Pará foi o 11º Estado do país com a maior geração de empregos formais no comparativo entre admitidos e desligados, considerando os últimos 12 meses (de janeiro de 2021 a janeiro de 2022).

O setor do comércio mostrou reação e ao longo dos últimos 12 meses foi responsável pela criação de 20.017 vagas formais de emprego no Estado, pulando para o segundo setor com mais contratações acumuladas no Pará, atrás apenas do setor de serviços (22.497 novas vagas). O acumulado nesse período apresenta o maior resultado positivo na geração de empregos formais entre os estados da região Norte, com a geração de 67.984 novos postos formais de trabalho, seguido pelo Amazonas com 35.125 novas vagas.

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O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese-PA) divulgou o estudo Balanço dos Empregos Formais com dados sobre empregos no Pará e na região Norte, que apresenta queda na geração de empregos formais em janeiro deste ano, conforme tendência já antecipada por economistas da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O Dieese/PA destaca que, no Estado, no mês de janeiro de 2022, os setores da construção e indústria apresentaram resultados negativos, com perda de 1.484 e 776 postos de trabalho, respectivamente.

Por outro lado, fecharam com saldo positivo na abertura de vagas formais os setores de serviços (795 postos de trabalho); agropecuária (578 vagas); e comércio com a geração de 91 postos formais

CARTEIRA ASSINADA

Os dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), consideram para efeitos de estatística apenas os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não inclui as ocupações informais. Com isso, não são comparáveis com os números do desemprego, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD). Os números do Caged são coletados dos relatórios das empresas e abrangem o setor privado com carteira assinada, enquanto os dados da PNAD são obtidos por meio de pesquisa domiciliar que inclui também o setor informal da economia.

O estudo Balanço dos Empregos Formais faz parte do projeto Observatório do Trabalho do Estado do Pará, parceria entre o Dieese/PA e o Governo do Estado por intermédio da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster).

Os economistas da Fundação Getúlio Vargas apontaram, por meio do estudo Indicador Antecedente de Emprego do Brasil, que a geração de empregos formais teve redução no final de 2021, com queda em dezembro pelo segundo mês seguido, chegando ao nível mais baixo em oito meses e apontando dificuldades para o mercado de trabalho no início deste ano.

Em termos nacionais, o Brasil gerou 155 mil empregos formais em janeiro, e desacelerou em relação a 2021, quando foram abertas 254 mil vagas com carteira assinada em todo o país.

“Para os primeiros meses de 2022, é difícil vislumbrar um cenário muito favorável para o mercado de trabalho, considerando o frágil ambiente macroeconômico, que deve persistir no curto prazo”, revela em nota o economista da FGV/Ibre, Rodolpho Tobler.

SALÁRIO MÉDIO

O Ministério do Trabalho também divulgou que o salário médio de admissão do trabalhador brasileiro foi de R$ 1.920,59 em janeiro deste ano, o que representa aumento real, com os valores sendo corrigidos pelo INPC, de R$ 115,24 em relação a dezembro de 2021 (R$ 1.895,35). Na comparação com janeiro do ano passado, porém, houve queda, pois o salário de admissão estava em R$ 1.944,20.

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