Podemos considerar que estamos vencendo a pandemia. Depois de quase 24 meses dos primeiros casos de covid-19 em Belém, nunca tivemos tão poucos casos e uma quantidade tão baixa de óbitos. Diante de baixa tão importante na morbimortalidade, o assunto do momento é a suspensão ou não do uso da máscara.
Ao longo da história, aprendemos que vírus letais precisam ser contidos por barreiras físicas até que tenhamos vacinas e medicamentos adequados para combatê-los. Ou até que ele se esgote por conta da imunidade coletiva, e não consiga mais se disseminar em grande quantidade nem matar os hospedeiros, que, neste caso, somos nós.
Apesar do sucesso da vacinação contra a covid-19 no Brasil e, em especial, em Belém, ainda temos um contingente significativo de pessoas não vacinadas ou parcialmente vacinadas. Os mais vulneráveis neste momento são as crianças com até 11 anos. Considerando as crianças de 5 a 11 anos, vacinamos mais da metade com a primeira dose, mas apenas 20% delas receberam a segunda dose. Neste momento, no Brasil, ainda não existem vacinas aprovadas para crianças de 0 a 4 anos de idade.

Não há dúvidas de que a menor letalidade da variante Ômicron por aqui se deve pela adesão da população à vacinação. Enquanto em Belém mais de 95% dos idosos com mais de 80 anos estão vacinados, em Hong Kong, na China, por conta de fake news (notícias falsas) negacionistas, o percentual é de apenas 30%. O resultado é que o efeito da variante em Hong Kong está sendo devastador, com hospitais superlotados e uma taxa de letalidade de 0,5%, que é considerada muito alta.
Nesse cenário, com mais de 300 mil pessoas ainda não completamente vacinadas em Belém, o vírus continua circulando. Seguimos em pandemia, conforme decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As máscaras são a última barreira física do vírus para evitar infectar essas pessoas que ainda não vacinaram ou naqueles que são mais vulneráveis e que, mesmo vacinando, continuam em risco.
A nossa vitória parcial mostra que é plenamente possível conviver com mais esse vírus, mas não podemos baixar a guarda antes do tempo. Isso já aconteceu antes em alguns municípios brasileiros, em países da Europa e nos Estados Unidos. E, frente aos resultados desastrosos, como o aumento de casos e óbitos, tiveram que retomar o uso de máscaras.
A última onda foi mais uma batalha ganha. Por enquanto, tudo indica que estamos caminhando para o fim da pandemia, e o limite da segurança neste momento são as vacinas e as máscaras.
É imperativo vacinar todos e seguir protegendo os mais vulneráveis. Por isso, por enquanto, sigamos mantendo o afastamento, higienizando as mãos e usando máscaras. Essas são nossas defesas junto com as vacinas contra a covid-19.
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