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CESTA BÁSICA

Uma dúzia de ovos já passa de R$ 10 em Belém

A inflação na Grande Belém teve alta de 0,97% em fevereiro.

sábado, 12/03/2022, 07:31 - Atualizado em 12/03/2022, 07:31 - Autor: Pryscila Soares/Diário do Pará

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Uma dúzia de ovos já passa de R$ 10 na Grande Belém.
Uma dúzia de ovos já passa de R$ 10 na Grande Belém. | Ricardo Amanajás

A alimentação básica dos paraenses continua sofrendo sucessivos aumentos de preços. A prova disso é que a cesta básica custou nada menos que R$ 575,00 em fevereiro deste ano, de acordo com um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/Pará). Para adquirir os itens, o trabalhador assalariado comprometeu mais da metade do novo salário mínimo de R$ 1.212,00.

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Dentre os itens que acumulam reajustes está o ovo de galinha, um alimento bastante presente no cardápio de praticantes de esportes e de quem preza por uma alimentação balanceada. Comercializado em supermercados e feiras livres da capital paraense, nos últimos 12 meses esse item acumulou uma alta de mais de 22%, segundo o Dieese-Pará.

Em fevereiro do ano passado, por exemplo, a dúzia de ovos de galinha (Cami Top) foi comercializada em média a R$ 8,37. Em dezembro do mesmo ano, esse produto estava custando em média R$ 10,22. Em janeiro deste ano foi comercializada em média a R$ 10,22 e em fevereiro se manteve na mesma média de preço. Mesmo com os valores estáveis neste início de ano, o item continua caro, alcançando um reajuste de mais de 22% nos últimos 12 meses. O percentual é bem superior à inflação estimada em torno de11% para o mesmo período.

Já a dúzia dos ovos de galinha (Gaasa), comercializada em supermercados da grande Belém, custou em fevereiro de 2021 em média R$ 7,48 e encerrou o ano passado sendo comercializada, em média, R$ 8,74. No início deste ano a dúzia do produto custava, em média, R$ 10,22 e em fevereiro se manteve com o mesmo preço.

Inflação tem alta de 0,97% na Grande Belém

Segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), publicados hoje (11) pelo IBGE, a inflação na região metropolitana de Belém teve alta no mês de fevereiro de 2022, indo de 0,65% em janeiro para 0,97% em fevereiro do mesmo ano.

Fevereiro é o terceiro mês com os índices mais altos durante um ano, tendo o índice mais baixo somente do que os meses de setembro de 2021 (1,04%) e fevereiro de 2021 (1,41%).

Fazendo comparação com as demais regiões metropolitanas brasileiras, a de Belém ficou em 6° lugar nos índices de inflação de fevereiro, logo atrás de Recife (0,97%), São Paulo (1,05%), Belo Horizonte (1,07%), Curitiba (1,28%) e Rio de Janeiro (1,32%).

A pesquisa apontou que no acumulado do ano de 2022, as taxas foram de 0,65% em janeiro para 1,62% em fevereiro, o que também demonstrou pouca diferença no que tange o mesmo período do ano passado, cujo índice era de 1,37%. Dentre os grupos e serviços publicados, o maior impacto na Região metropolitana de Belém veio da Educação (6,9%), seguido de Alimentação e bebidas (1,19%), Habitação (1,16%), Vestuário (1,15%), Artigos de residência (1,07%), Transportes (0,39%), Saúde e cuidados pessoais (0,35%), Comunicação (0,31%) e Despesas pessoais (0,20%).

No grupo da educação, a maior alta veio de Curso de idioma (10,24%), seguido de Curso técnico (8,94%), Pré-escola (8,40%), Ensino Fundamental (7,85%), Cursos regulares (7,46%), Ensino Superior (7,43%) e Ensino médio (6,65%).

No que se refere ao Brasil, o IPCA de fevereiro foi de 1,01%, 0,47 ponto percentual acima do registrado em janeiro (0,54%). Essa é a maior variação para um mês de fevereiro desde 2015, quando o índice foi de 1,22%. No ano, o IPCA acumula alta de 1,56% e, nos últimos 12 meses, de 10,54%.

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