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Maioria dos paraenses está endividado

Situação atinge mais de 67% da população do Pará, segundo informações da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), organizada e publicada pela Fecomércio-PA.

domingo, 13/03/2022, 08:26 - Atualizado em 13/03/2022, 08:26 - Autor: Luiza Mello/ Diário do Pará

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Os dados fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), referentes ao mês de fevereiro deste ano, organizada e publicada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Pará (Fecomércio-PA)
Os dados fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), referentes ao mês de fevereiro deste ano, organizada e publicada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Pará (Fecomércio-PA) | Folhapress

Com um número cada vez maior de famílias brasileiras endividadas, o mês de março, quando se comemora o Dia do Consumidor, a data pode significar um alento para aqueles que não conseguem quitar seus débitos: até o dia 31 a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) promove o Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira, período no qual pessoas físicas que têm dívidas em atraso com instituições financeiras poderão conhecer e quitar seus débitos, além de receber acesso a conteúdo exclusivo sobre educação financeira. No Pará, mais de 67% da população começou o ano de 2022 acumulando dívidas. Desse total, 15,6% dos entrevistados afirmam não ter como pagar o que devem.

Os dados fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), referentes ao mês de fevereiro deste ano, organizada e publicada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Pará (Fecomércio-PA). A pesquisa mostra que a maioria desse grupo de pessoas endividadas está com mais de dois meses de atraso, sendo que 44,6% do total desses entrevistados revelou que o tempo de atraso para o pagamento supera os 90 dias.

De acordo com a Fecomércio-PA, o endividamento subiu tanto entre os mais ricos como entre os mais pobres. Para a faixa de até dez salários mínimos, as famílias com contas a vencer atinge 19,3% dos entrevistados. Já na faixa das famílias que ganham mais de 10 salários mínimos o endividamento afeta 47,4% das pessoas ouvidas pela pesquisa. O diferencial é que as famílias com menor rendimento acumulam mais dias de atraso no pagamento de suas dívidas, com 47,6% de pessoas nessa faixa afirmando estarem em atraso há mais de 90 dias. Para os que ganham acima de 10 salários, 15,8% devem há mais de três meses.

“A alta da inflação e dos juros tem deteriorado os orçamentos domésticos, culminando no acirramento dos indicadores de inadimplência, a qual vinha apontando tendência de alta desde o último trimestre do ano passado”, detalham os técnicos responsáveis pelo levantamento. De acordo com esses especialistas, “o poder de compra das famílias também está afetado pelo nível de endividamento elevado, com as dívidas já contratadas”.

Dívidas

Para a faixa de até dez salários mínimos, as famílias com contas a vencer são 19,3% dos entrevistados.

Já na faixa das famílias que ganham mais de 10 salários mínimos o endividamento afeta 47,4% das pessoas ouvidas pela pesquisa

O diferencial é que as famílias com menor rendimento acumulam mais dias de atraso no pagamento de suas dívidas, com 47,6% de pessoas nessa faixa afirmando estarem em atraso há mais de 90 dias.

 Para os que ganham acima de 10 salários, 15,8% devem há mais de três meses.

Cartão de crédito é o principal fator de endividamento

O principal fator de endividamento do paraense é o não pagamento do cartão de crédito, que afetou 80,5% dos devedores em fevereiro deste ano. O pagamento de carnês vem em segundo lugar, com 35,2% seguido por crédito consignado (19,6%) e dívidas com o financiamento de carros (17,5%), estão no topo da pirâmide das dívidas da população do Pará.

De acordo com a Fecomércio, a análise dessa conjuntura já no início do ano chama a atenção para fatores que vão impactar a saúde financeira dos consumidores brasileiros ao longo de 2022.

“O encarecimento do crédito no Brasil e a fragilidade apontada no mercado de trabalho, especialmente em ano eleitoral, devem seguir afetando a dinâmica do endividamento e da inadimplência dos consumidores”, ressalta o documento publicado todos os meses pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e replicado de forma regional nos estados e no Distrito Federal. 

Por essa razão o Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira que começou na segunda, 7, chega em boa hora. A renegociação é voltada para pessoas físicas que não possuem bens dados em garantia, e se estende até 31 de março. “O mutirão nacional é uma ação conjunta que não apenas contribui para o reequilíbrio orçamentário das famílias, mas, principalmente, promove a educação financeira, que é fundamental para que o consumidor consiga evitar o endividamento de risco, tenha mais informações sobre produtos e serviços bancários e melhore sua saúde financeira”, explica Isaac Sidney, presidente da Febraban.

COMO ADERIR?

Para aderir ao mutirão, o consumidor pode optar por negociar com a instituição credora dentro da plataforma consumidor.gov.br, por meio da ferramenta “registrato”, ou diretamente com os canais digitais de negociação dos bancos.

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