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Venda de máscaras cai no centro comercial de Belém

Vendedores fazem promoções e campanhas de incentivo ao uso das máscaras, mas população vai abrindo mão aos poucos do acessório

sábado, 19/03/2022, 07:39 - Atualizado em 19/03/2022, 08:16 - Autor: Wesley Costa (Diário do Pará)

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A venda de máscaras em Belém nem se compara ao que foi no início da pandemia, há dois anos
A venda de máscaras em Belém nem se compara ao que foi no início da pandemia, há dois anos | Celso Rodrigues - Diário do Pará

O Pará chegou ao seu segundo ano de pandemia da Covid-19, desde quando o primeiro caso do coronavírus foi registrado no Estado. Porém, é visível que nos últimos meses a população paraense vem flexibilizando os cuidados que evitam a propagação do vírus. Um desses sinais é a queda na venda de máscaras de proteção, seja no comércio varejista ou em estabelecimentos farmacêuticos.

No Centro Comercial da capital paraense não é difícil encontrar lojas e bancas que vendem máscaras. As formas, cores e tamanhos diferentes que antes eram um atrativo, hoje estão passando quase que despercebidas pelo público, afirmam vendedores. “No início chegava a lucrar, por dia, cerca de R$500,00 com as vendas. Hoje, as saídas caíram muito mesmo e a gente tenta promoções para tentar fazer a venda, mas está bem fraca”, disse o ambulante Aldo Corrêa, 45 anos.

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A notícia de algumas cidades do país liberando o uso obrigatório do item de proteção também tem sido um fator para a queda das vendas, observou Reinaldo Mendes, 40, que trabalha vendendo variedades no comércio há mais de 20 anos. “Comecei com as máscaras lá no início da pandemia e hoje tivemos sim uma diminuição nas vendas, porque as pessoas estão esperando que isso aconteça por aqui também”, contou.

Na banca do vendedor, a placa mostrando o valor de R$2,00 a ser pago por cada unidade de máscara, também ressaltava a importância da proteção com a hashtag (#) use máscara. “Eu tento chamar a atenção de todo jeito. Quem chega aqui, por exemplo, também tem as opções de escolher três máscaras pagando apenas cinco reais. Mesmo assim, as vendas continuam fracas”, diz o ambulante.

Em uma farmácia localizada na avenida Gentil Bittencourt, no bairro de Nazaré, os pedidos de máscaras de modelos cirúrgicos contendo 50 unidades por embalagem, só é feito quando o estoque atual é zerado. “Não temos ainda como precisar uma porcentagem, mas nada se compara como foi no início da pandemia. Hoje as vendas deram uma boa enfraquecida e estamos trabalhando cuidadosamente com a reposição dos estoques”, informou a gerência.

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Mesmo com a autonomia dos municípios mediante avaliação epidemiológica, o uso de máscara para conter a proliferação da Covid-19 continua sendo obrigatório por meio da lei estadual 9.051/2020.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado na última sexta-feira (18) pela Secretaria de Saúde Pública do Pará (Sespa), 743.154 pessoas foram infectadas desde o início da pandemia. Dessas, apenas 7 foram registradas nos últimos sete dias anteriores à divulgação.

Em Belém, até o último dia 15 de março, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) havia registrado 133 mil e 367 casos acumulados e confirmados da doença na cidade. A taxa de ocupação de leitos clínicos e nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) estavam em 30% e 25% respectivamente. Ainda segundo o boletim disponibilizado no site da Sesma, um total de 123 mil e 271 pessoas se recuperaram após contrair o vírus.

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