O trabalho de inteligência e investigação dos órgãos de segurança pode evitar que crimes aconteçam e organizações criminosas atuem. Este serviço pode ter evitado que a vida de dezenas de estudantes de uma escola fossem colocadas em risco.

Nesta quarta-feira (13), equipes da Polícia Civil do Pará cumpriram mandado de busca e apreensão na casa de um adolescente de 14 anos. De acordo com as investigações policiais, ele planejava um atentado em uma escola do município de Irituia, no nordeste paraense.

Garoto de 14 anos planejava ataque à escola no Pará

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A notícia deixou os pouco mais de 32 mil habitantes da cidade apreensivos. Alguns relataram que proibiram os filhos de frequentar a escola por conta da possibilidade do ataque.

Uma mulher, que não quis se identificar, conta que soube da situação em grupos da escola da filha e disse que proibiu a criança de frequentar as aulas. Ela lamenta a possibilidade de um ataque na cidade, que considera tranquila.

Um estudante da escola afirmou que ficou triste em saber da situação de risco. Ele comenta que está com medo de voltar ao local de estudos.

Policiais encaminharam adolescente ao Conselho Tutelar de Irituia
Policiais encaminharam adolescente ao Conselho Tutelar de Irituia | Ascom/PCPA

POSSÍVEL ATENTADO

O adolescente acusado de planejar o ataque comentava com outros perfis em grupos nas redes sociais sobre o massacre ocorrido em uma escola de Suzano, no estado de São Paulo, em 2019.

Agentes da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos receberam informações sobre as intenções do jovem através do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que foram apuradas pelo Núcleo de Inteligência da Polícia Civil do Pará (NIP). 

Durante o cumprimento do mandado judicial, os policiais apreenderam uma arma de brinquedo, um aparelho celular, além de roupas pretas, um capuz e uma bandana facial com estampa de caveira, acessórios similares aos usados pelos autores do ataque ocorrido na escola do município de Suzano.

Além do adolescente de 14 anos, foram ouvidos os pais do garoto. A polícia definiu o jovem como tímido, introspectivo, e acima de qualquer suspeita. O celular dele passará por perícia.

O delegado-geral da Polícia Civil do Pará, Walter Resende, destacou a importância da atuação do serviço de inteligência da instituição para prevenir uma possível tragédia. “A ação policial foi principalmente para prevenir que houvesse qualquer tipo de atentado que colocasse vidas em risco, uma vez que já está ocorrendo o retorno das aulas presenciais", afirmou o delegado. 

O caso continuará sendo investigado pela PC e o adolescente foi levado ao Conselho Tutelar de Irituia.

PCPA segue com as investigações Foto: Sancha Luna/RBATV

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