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REAJUSTE

Preço da cenoura subiu 242% em um ano em Belém

É o que mostra levantamento do IBGE. No geral, a cesta teve reajuste acima da inflação com a cenoura e o tomate como principais vilões

quinta-feira, 28/04/2022, 07:59 - Atualizado em 28/04/2022, 07:58 - Autor: Luiza Mello

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Os alimentos estão cada vez mais caros nos supermercados
Os alimentos estão cada vez mais caros nos supermercados | Irene Almeida

Com a inflação em alta, os preços de produtos básicos para alimentação em geral em Belém tiveram aumento de até 242%, como é o caso da cenoura que acumula a maior alta nos últimos 12 meses, período em que a inflação registrada na capital chegou a 10,70%.

O IBGE divulgou ontem (27), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) que registrou alta de 1,66% em abril, na capital paraense, índice bem próximo da taxa nacional, que foi de 1,73%. Além da cenoura, outros vilões da inflação para os belenenses são o tomate (101,86%), a melancia e o melão, cujas altas ultrapassaram 43%, o café moído, que acumulou alta de 55,5% e o óleo de soja, que subiu 27,42%.

Hortifrutis disparam e quilo da cenoura chega até a R$ 14

Alimentos, combustíveis, conta de luz e artigos de vestuário seguem em alta em praticamente todas as regiões do país e contribuem para o aumento da inflação, que não para de subir, com alta acumulada nos últimos 12 meses de 12,03%, de acordo com o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial. A prévia da inflação de abril acelerou para 1,73%, 0,78 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de março (0,95%). Essa é a maior variação mensal do indicador desde fevereiro de 2003 (2,19%). Também é a maior variação para um mês de abril desde 1995, quando o índice foi de 1,95%.

A pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostra que os preços aceleraram em todas as áreas pesquisadas. A maior variação ocorreu em Curitiba (2,23%), influenciada pela alta de 10,25% nos preços da gasolina. Belém registrou 1,66% e o menor resultado ficou com Salvador (0,97%), onde houve queda de 1,46% nos artigos de higiene pessoal e de 8,14% nas passagens aéreas.

Alta nos preços dos alimentos deixa até "completo" mais caro

Belém acompanha tendência nacional com o avanço da inflação ligado em grande parte ao aumento do preço dos combustíveis: a gasolina teve alta de 28,02%, ainda abaixo dos 30% registrados em nível nacional. O óleo diesel subiu 48,13% na capital paraense, também abaixo do índice nacional que foi de 52,53%.

Pesam também os preços do gás de cozinha, com alta de 24,48% em Belém, e abaixo do índice nacional, que ficou em 32,45% e da conta de luz, que foi de 22,72% na capital ante 30,16% na média nacional.

PESO

Com menor peso na inflação – mas maior no bolso dos mais pobres – os preços de alguns alimentos seguiram em disparada com cenoura e tomate na dianteira, mas com alta nos produtos derivados de aves e ovos (15,44%); frutas (18,64%); tubérculos, raízes e legumes (79,44%), com a batata inglesa em alta de mais de 37%; além da alta em um dos produtos mais consumidos no Pará: a farinha de mandioca, que teve alta de 16,68% na capital, nos últimos 12 meses.

O IPCA-15 difere do IPCA, a inflação oficial do país, somente no período de coleta e na abrangência geográfica. Para o cálculo do índice de abril, os preços foram coletados entre 17 de março e 13 de abril de 2022 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 12 de fevereiro a 16 de março de 2022 (base).

O IPCA-15 refere-se a famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e Goiânia.

 

DOL
DOL | (Divulgação)
  

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