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Pará tem 74 municípios sem crimes violentos há um mês

A cidade de Bannach está há quase dois anos sem nenhum caso desse tipo de violência. Outras ocorrências, como roubos, tiveram 85% de queda.

quarta-feira, 04/05/2022, 07:32 - Atualizado em 04/05/2022, 08:12 - Autor: Diário do Pará

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Segup divulgou dados sobre registros de crimes violentos no Pará
Segup divulgou dados sobre registros de crimes violentos no Pará | Bruno Cecim / Agência Pará

Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), 74 dos 144 municípios paraenses não registraram Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), a exemplo de homicídio, latrocínio e lesão corporal seguido de morte, há mais de 30 dias. Os dados foram divulgados pela Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac), vinculada à Segup, nesta terça-feira (3) e estão atualizados até o último domingo, 1º de maio.

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O município de Bannach, no sudeste paraense, está perto de completar dois anos sem o registro de crime violento. São 646 dias tranquilos. A última ocorrência foi em 24 de julho de 2020. Outras quatro cidades também não registram CVLI há mais de um ano, como: São João da Ponta (572 dias), Faro (455), Ponta de Pedras (435) e Vitória do Xingu (426).

Com mais de 200 dias sem qualquer ocorrência de CVLI há outros 11 municípios: Marapanim (325), São Caetano de Odivelas (287), Curuá (268), Mojui dos Campos (258), Santarém Novo (253), Curralinho (225), Magalhães Barata (221), Aveiro (211), Santa Luzia do Pará (209), Piçarra (206) e Gurupá (203). Jacareacanga (101), Palestina do Pará (96), Terra Santa (93), São Domingo do Araguaia (88) e São Geraldo do Araguaia (55), também estão entre as cidadas com os indicadores em redução.

De acordo com o governo, a redução contínua da violência no Estado perpassa pelos investimentos na área da segurança pública e pela presença das ações do Governo. Municípios, antes esquecidos e sem nenhum investimento em políticas de segurança, passaram a ter mais polícia nas ruas, investigações qualificadas e maior controle dentro do cárcere, o que fez diminuir a violência extramuro, pontuou Ualame Machado, secretário de Segurança Pública e Defesa Social.

“Os dados consolidados também são resultados de um trabalho integrado das forças de segurança. Em decorrência disso, podemos comemorar, mais uma vez, o fato de mais de 50% dos municípios do estado não registrarem, há mais de trinta dias crimes violentos, o que reflete em outros indicadores. Isso demonstra a integração das forças e uma forte ação da segurança pública por todo o Pará”, frisou o titular da Segup.

Há municípios com evidentes números em queda em outros indicadores. De janeiro a abril, deste ano, Salvaterra, ficou 91 dias sem registrar CVLI, mantendo a estabilidade em comparação ao mesmo período do ano passado. Também neste período houve reduções de 85% nos casos de roubo em relação a 2021. Terra Alta está há 133 dias sem nenhum crime violento e também apresentou redução de 68% nos crimes de roubo.

O número de latrocínio, crime de lesão corporal seguida de morte, aponta redução de 53,33% se se comparar o período de 1º janeiro a 1º de maio, entre os anos de 2022 e 2021, em todo o Estado. Ao comparar o período deste ano com o de 2018, a redução expressiva chega a 71,23% dos crimes de mesma natureza.

DESCENTRALIZAÇÃO

Uma das ações que está contribuindo para a redução dos crimes violentos, é o Projeto ‘Segurança Por Todo o Pará’, implantado com o intuito de reduzir os indicadores e promover a paz social e a segurança no interior. A iniciativa tem como base as ações exitosas na Região Metropolitana de Belém, nos últimos três anos.

Em 2021, o projeto percorreu 13 das 15 Regiões Integradas (Rips), da Segup, levando oficinas para a realização de um diagnóstico preliminar sobre a incidência regional de problemas nas áreas, temáticas de atuação do Sistema Integrado de Segurança Pública (Sieds).

Este ano, na segunda fase do projeto se alcançou 50% das Risps com a operacionalização das ações, que já resultaram em cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão, apreensões de armas de fogo e drogas, além de ações no trânsito e de fiscalização em geral.

“A integração tem sido o principal viés dessa iniciativa, de realmente fomentar e, cada vez mais, integrar os órgãos para que a gente possa fazer essas operações. Tudo que foi discutido na primeira fase, que foi levantado de possibilidade, de necessidade, está sendo agora implementada através de operações integradas”, frisou o secretário Ualame.

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