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VENDAS PREJUDICADAS

Greve dos rodoviários prossegue e afeta comércio

Data comemorada no próximo domingo é uma das mais importantes no ano para os comerciantes, mas a área central da capital ficou praticamente vazia durante todo o dia de ontem, mesmo com lojas enfeitadas.

quarta-feira, 04/05/2022, 07:58 - Atualizado em 04/05/2022, 07:57 - Autor: Irlaine Nóbrega/Diário do Pará

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Greve e chuva afastaram clientes e deixaram comerciantes frustrados
Greve e chuva afastaram clientes e deixaram comerciantes frustrados | Wagner Santana/Diário do Pará

Também por conta da greve de ônibus, o Centro Comercial de Belém ficou praticamente vazio na tarde de ontem (3). Lojistas e funcionários viram os consumidores sumirem por conta da dificuldade para chegar ao local sem os coletivos, o que deve afetar o faturamento do setor às vésperas do Dia das Mães, que ocorre no próximo domingo (8).

Greve dos rodoviários na Grande Belém continua na quarta (4)

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Nas principais ruas do comércio, como João Alfredo, 13 de Maio, Senador Manoel Barata e Padre Eutíquio, as lojas registraram pouco movimento nas vendas. A chuva da tarde atrapalhou ainda mais a movimentação e algumas lojas tiveram que fechar mais cedo.

A rua Santo Antônio, por exemplo, já estava soturna por volta de 16h e a maioria das barracas de ambulantes já tinham encerrado as atividades do dia neste mesmo horário.

Em uma loja de confecções em geral, localizada na João Alfredo, o cenário era bem diferente do normal. Com o estabelecimento enfeitado e preparado com novas peças de roupa para o Dia das Mães, a gerente Steffany Santos, de 32 anos, conta que as vendas despencaram mais da metade por conta da paralisação.

“A gente já vinha se preparando. Já estamos com promoções, loja arrumada, toda uma expectativa, aguardando nossos clientes e hoje foi um desastre. Foi decepcionante pra gente. O movimento já tinha melhorado, no final de semana foi ótimo e agora, com essa greve, foi lá embaixo”, disse.

 

Lojas estão enfeitadas para a data
Lojas estão enfeitadas para a data | Wagner Santana/Diário do Pará
  

Poucas pessoas compravam em uma loja de variedades, também na João Alfredo, que costuma receber muitos clientes na semana. “A intenção era que o movimento fosse bem melhor, mas como teve essa greve, que ninguém esperava que seria hoje, mas, infelizmente, ela veio, o movimento deu uma queda. A loja está basicamente vazia. De manhã foi um pouco melhor, mas à tarde, com a chuva, deu aquela queda. A gente espera que a greve acabe e que o movimento melhore até o final de semana. A nossa expectativa é que venda mais que ano passado”, disse a gerente Lismara Felipe.

Por conta de uma consulta, Jane Guedes, 33, teve que se deslocar até o centro da cidade. Para chegar ao destino, ela e a família utilizaram um aplicativo de transporte e desembolsaram R$36 só na corrida de ida.

“Como ela tinha consulta de volta, a gente teve que vir de qualquer jeito, não tinha como perder. Agora é muito complicada essa situação porque a gente tem que vir, a gente não pode perder o compromisso e acaba tendo que pagar mais caro”, disse a autônoma.

A situação de Rosiane Gurjão, 40, era semelhante. Ela teve que se deslocar ao Centro Comercial de Belém para comprar os produtos que vende. Por isso, ela utilizou do carro próprio, já que não tinham ônibus circulando na cidade.

“A gente veio de carro próprio e no sufoco porque ainda tava tudo alagado pro lado da Arthur Bernardes. Mas também só assim pra eu chegar aqui. Como isso aqui é o meu trabalho e como tá chegando o Dia das Mães, e a gente revende, tem que vim de qualquer jeito. Não pode deixar muito em cima da hora”, afirma.

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