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Plantas medicinais; As vantagens da fitoterapia

Projeto apresenta os produtos naturais da amazônia que são usados nos tratamentos de saúde

segunda-feira, 09/05/2022, 10:44 - Atualizado em 09/05/2022, 10:42 - Autor: Cintia Magno / Diário do Pará

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Angélica Fiut é presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia (ABFIT) | (Divulgação)

Caracterizada pelo uso de plantas medicinais em diferentes formas, a fitoterapia é um tratamento terapêutico centrado no conhecimento produzido pelas medicinas tradicionais e validado pela ciência. Com potencial reconhecido, historicamente, pelas comunidades tradicionais, o uso das plantas medicinais no cuidado com a saúde já foi institucionalizado no Sistema Único de Saúde através da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC) e da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF).

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Presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia (ABFIT), a nutricionista e fitoterapeuta Angélica Fiut explica que a fitoterapia é uma modalidade terapêutica que utiliza as plantas medicinais e os fitoterápicos, medicamentos obtidos exclusivamente de plantas medicinais. Mas ela ressalta que nem toda planta se enquadra no campo das plantas medicinais. “Esta prática é originada das medicinas tradicionais e validada pela ciência, caracterizada pela prescrição individualizada de plantas ou formulações contendo fitoterápicos de reconhecidas ações farmacológicas para as mais variadas patologias”, explica. “Nem toda planta é considerada medicinal. Para ser chamada assim, ela precisa apresentar propriedades terapêuticas e, para ser usada na fitoterapia, deve ser validada em estudos científicos”.

FORMA DE USO

Considerando esses aspectos, Angélica aponta que as plantas medicinais podem ser incorporadas no dia a dia, em diferentes formas. “Na nossa cozinha podemos utilizar as plantas medicinais na alimentação, incorporando em pratos, como temperos, e podemos utilizar na forma de chá medicinal (com preparo e doses adequadas este chá adquire propriedades medicinais). Ainda há os medicamentos fitoterápicos, os produzidos por indústrias, ou as fórmulas magistrais, prescrição individualizada de plantas medicinais feita por um profissional de saúde prescritor”.

“Importante dizer que o uso dos fitoterápicos por gestantes e lactantes na maioria das vezes é contraindicado. Crianças devem utilizar apenas com prescrição e em algumas patologias, como no caso do paciente renal, deve ser avaliado individualmente”, Angélica Fiut Presidente da ABFIT

Prevenção e controle

 

Remédios fitoterápicos têm boa tolerância e não causam dependência
Remédios fitoterápicos têm boa tolerância e não causam dependência | (Divulgação)
  

No que se refere às indicações da fitoterapia, a presidente da ABFIT, Angélica Fiut, aponta que os fitoterápicos já estão sendo utilizados na prevenção e no controle de diversas doenças. Segundo ela, distúrbios do sistema nervoso, hormonais, metabólicos e muitos outros têm tido um resultado satisfatório quando aliados ao tratamento.

“Na maioria dos casos, as plantas medicinais têm boa tolerância, têm eficácia e segurança de uso quando se trata de medicamento fitoterápico e traz redução de efeitos colaterais e sem causar dependência ao paciente”.

Para que tais benefícios sejam alcançados, porém, é fundamental que o paciente faça uso dos fitoterápicos seguindo a orientação de um profissional habilitado a prescrever tais medicamentos. Dentre os profissionais de saúde habilitados à prescrição de fitoterápicos por seus conselhos de classe, incluem-se médicos, nutricionistas, farmacêuticos, enfermeiros, fisioterapeutas, biomédicos, dentistas, fonoaudiólogos, biólogos, além dos veterinários.

“Cada conselho profissional delimita o que o profissional precisa para se tornar um especialista ou para utilizar a fitoterapia como recurso terapêutico e faz isto através de resoluções e normativas. É importante o profissional procurar seu conselho para entender as exigências, mas em todos a formação é necessária”, explica. “Importante dizer que o uso dos fitoterápicos por gestantes e lactantes na maioria das vezes é contraindicado. Crianças devem utilizar apenas com prescrição e em algumas patologias, como no caso do paciente renal, deve ser avaliado individualmente”.

 

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Angélica Fiut é presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia (ABFIT) | (Divulgação)
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Angélica Fiut é presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia (ABFIT) | (Divulgação)
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