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MAIO LARANJA

Ilhas de Belém recebem ações de combate ao abuso infantil

O evento contou com apoio de vários atores da rede de proteção à criança e adolescente e de Segurança Pública.

sábado, 14/05/2022, 14:22 - Atualizado em 14/05/2022, 14:21 - Autor: com informações da assessoria de imprensa

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Maio Laranja nas ilhas de Belém: combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
Maio Laranja nas ilhas de Belém: combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. | ( Reprodução )

Na última quinta-feira, dia 12 de maio de 2022, o Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude, por meio da Coordenadora Mônica Freire, participou de mais uma ação relacionada à campanha “Maio Laranja,” que tem por objetivo o enfrentamento ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

A ação aconteceu na Ilha do Murucutum, na escola Municipal de Ensino fundamental Elliott da comunidade do Cacau,  foi idealizada pelo Comitê Estadual de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes do Pará, e realizada pelo Ministério Público do Estado do Pará, em parceria com as Secretarias do Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (SEASTER), de Segurança Pública e Defesa Socia (SEGUP), das entidades da sociedade civil Lar Fabiano de Cristo, que levou 13 (treze) crianças, Cáritas Brasileira Regional Norte II, do Movimento República de Emaús, da Diretoria de Prevenção Social da Violência e da Criminalidade (DIPREV), Grupamento Fluvial (GFLU) e demais integrantes do CEEVSCA.

A ação objetivou também, fortalecer os meios de denúncia, através do Disque Denúncia, bem como, orientar a comunidade local sobre os riscos dos crimes sexuais cometidos contra a população infantojuvenil, sua forma de atuação, quem são os principais abusadores, os principais locais de ocorrência e como procurar ajuda.

Abrindo os trabalhos, a equipe do CAOIJ realizou ações do Projeto Institucional “Navegue não Naufrague nos Crimes Sexuais”, apresentou o Teatro de Fantoches elaborado pela Pedagoga Bethânia Vinagre para crianças e 04 a 10 anos e foi executado pela assessora Marina Tocantins, pela Estagiária Virgínia Mei Tsuruzaki Shinkai pelas adolescentes do Lar Fabiano de Cristo Camila Cristina Cavalcante, Clara Beatriz Rates, Yasmim Cristal Miranda.

A Coordenadora do CAOIJ Dra. Mônica Freire, reuniu com adolescentes e distribuiu as cartilhas do Navegue, com orientações sobre a temática, em especial, as violações praticadas de forma cibernética.

A SEGUP, através do Capitão Rodrigo Martins participou de Roda de Conversa com os adultos da comunidade reforçando os canais de denúncia. As representantes da sociedade civil, também pontuaram os cuidados que devem ser dispensados às crianças e adolescentes.

A gente vê nessas ações o fortalecimento dessa luta na Amazônia e como parceiros do Ministério Público vemos também a possibilidade de ampliar para sociedade essa visão”, ressaltou Joana Darc Ferreira, representante da Cáritas Brasileira (Regional Norte 2). 

Segundo ela, a parceria com o MPPA é importante por trazer ludicidade a um tema tão pesado, pensando a programação de acordo com a faixa etária do público, de forma a conscientizar sem causar medo ou constrangimento às crianças. “Quando você traz um teatro, música, facilita a conversa e o diálogo dos pais com a criança”, afirmou Joana.

Para Érica Gomes, orientadora pedagógica, a ação promovida pelas instituições de defesa junto ao Ministério Público é extremamente importante para garantir a autoproteção das crianças. “De que maneira elas podem perceber se estão ou não sofrendo um abuso? Temos nos preocupado muito com essa questão de conscientização”, ressaltou a orientadora.

Para os representantes do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente de Emaús (CEDECA), além da conscientização do público infantojuvenil, é importante o preparo dos responsáveis para que saibam abordar o assunto com seus filhos, bem como reconhecer os sinais que possam indicar que a criança ou adolescente esteja sendo vítima de algum tipo de abuso.

“Nós hoje desenvolvemos uma atividade com as mães, porque a maioria das mulheres é quem acompanha as crianças nessas situações de violência sexual. Então pras mães é necessário que elas também tenham esclarecimento do que é violência sexual”, afirmou Géssia Travasso, do  CEDECA Emaús.

A ação integra a agenda do Ministério Público para a campanha Maio Laranja, que intensifica todas as ações do MPPA voltadas para a dignidade sexual de crianças e adolescentes, fomentando ações preventivas de combate ao abuso e exploração sexual.

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