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Setor hoteleiro comemora retomada no Pará em julho

Proprietários dizem que vacinação e retomada da normalidade estão ajudando a superar as dificuldades da pandemia, e se preparam para receber cada vez mais visitantes, principalmente no período de férias escolares.

domingo, 15/05/2022, 05:37 - Atualizado em 15/05/2022, 05:35 - Autor: (Luiz Flávio/ Diário do Pará)

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Balneários como as praias de Mosqueiro devem ter grande movimentação em Julho
Balneários como as praias de Mosqueiro devem ter grande movimentação em Julho | RICARDO AMANAJÁS
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Balneários como as praias de Mosqueiro devem ter grande movimentação em Julho RICARDO AMANAJÁS
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Otácilio Filho e Paula Fernandes RICARDO AMANAJÁS
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Geraldo Barros Reprodução
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Paulo Koroty Reprodução
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Simone Pereira Divulgação

Os setores de hospedagem, alimentação e turismo vêm experimentando uma recuperação sustentada desde o segundo semestre do ano passado, tendo como base a ampliação da vacinação no país. Mas os resultados ainda não alcançaram os patamares do final de 2019, período exatamente anterior à pandemia. A grande aposta do setor esse ano é o mês de julho, período de férias escolares. As projeções são as mais otimistas possíveis, o ritmo está crescente e as perspectivas são de crescimento do faturamento.

Fernando Soares, assessor jurídico do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado do Pará, lembra que a recuperação do setor iniciou em julho do ano passado e se manteve no Réveillon, com movimento frenético nos balneários que, segundo ele, tiveram quase 100% de ocupação. “Segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC) houve um incremento de 40% nos roteiros turísticos nos últimos feriados no país inteiro. As perspectivas são muito boas”, espera.

Ele diz que o setor acompanha com atenção essa nova onda que contaminações que vem ocorrendo sobretudo na China nas últimas semanas, que forçou o isolamento de dezenas de milhões de pessoas. “Temos receio que seja uma nova cepa da Covid. Mas se isso não se confirmar esperamos que o movimento de julho e o nosso Círio em seguida sejam de muito movimento, se Deus quiser !”

Fernando diz que depois de mais de 2 anos o setor de hospedagem e de alimentação fora do lar começaram a se reorganizar e isso envolve incremento dos negócios e contratações, retornando a um patamar semelhante ao final e 2019. “Muitos estabelecimentos fecharam e houve muitas demissões. Agora, as contratações fixas começarão a surgir à medida que os eventos forem crescendo. Hoje a maioria das contratações ainda são de temporários e prestadores de serviço para finais de semana”.

O advogado não acredita que a inflação alta e o preço alto dos combustíveis atrapalhem a retomada do setor. “Com certeza será um entrave e uma situação atípica, já que os insumos acabam encarecendo por causa do frete, o que acaba se refletindo no preço. Mas achamos que isso se ajusta com o tempo”, acredita.

Geraldo Barros, proprietário do Hotel Solar em Salinópolis, afirma que a procura para julho desse ano está 50% acima de julho do ano passado. “A nossa expectativa é que as férias de julho “bombem” esse ano. Espero faturar 50% acima de 2021 e ter uma taxa de ocupação próximo dos 100%”, aposta.

 

Geraldo Barros
Geraldo Barros | Reprodução
 


O empresário conta que os dois últimos anos foram muito difíceis, mas o empreendimento conseguiu se manter de pé graças à uma reestruturação forte. “Conseguimos superar a pandemia reduzindo a equipe, isolando algumas áreas evitando manutenção e criando pacote de diárias para uso futuro, para serem utilizadas após a pandemia”, conta.

Dessa forma o hotel conseguiu se capitalizar e manter as contas em equilíbrio. “Salinas foi um diferencial durante a pandemia. Tivemos a sorte do balneário ter sido o destino de refúgio de muitos paraenses, que quiseram fugir da grande contaminação da capital. Logo quando a cidade foi liberada para visitantes, o movimento foi o dobro do período antes pandemia. Com a vacinação e o fim das restrições esperamos voltar à normalidade em julho deste ano”.

Paulo Koroty, proprietário do Palace Hotel em Bragança, uma das localidades mais procuradas do Estado, diz que o faturamento vem crescendo desde o Réveillon do ano passado. “Desde o meio do segundo semestre do ano passado as pessoas estão frequentando mais as praias e isso também se refletiu aqui em Ajuruteua, cujo movimento cresceu muito nos últimos meses, principalmente após as melhorias que a Prefeitura e o Governo do Estado fizeram na praia e na orla. Será mais uma vez a nossa grande apostapara os turistas”, acredita.

 

Paulo Koroty
Paulo Koroty | Reprodução
 


As reservas no hotel de Paulo estão aumentando aos finais de semana e isso deve aumentar ainda mais em junho em razão das festas juninas, que ocorrem não apenas em Bragança, mas em municípios como Augusto Corrêa e Tracuateua. “Começamos a receber reservas para julho. As pessoas já estão se antecipando e isso é um bom sinal para o setor de hotelaria. Julho é um dos nossos carros-chefes do ano”, acredita.

Das portas fechadas até a lotação máxima

A gestora Simone Pereira é CEO do Hotel Marajó, em Soure. Ela conta que o estabelecimento fechou as portas no dia 15 de março de 2020 e permaneceu assim por 8 meses. “Tínhamos acabado de fazer um grande investimento em energia solar no hotel e, de uma hora para outra, nosso faturamento sumiu... Não tivemos férias de julho nem Réveillon em 2020 e só fomos reabrir em meados ano passado quando o setor começou a se reaquecer. Foram tempos muito difíceis”, recorda.

 

Simone Pereira
Simone Pereira | Divulgação
 


Em julho do ano passado a ocupação já chegou a ser de 85%. “E a nossa meta é que em julho desse ano nossa ocupação seja máxima, já que as pessoas esperam muito por esse momento sem restrições. Já temos finais de semana em julho onde não há mais vaga... Estamos com grandes perspectivas !”, diz a empresária que integra a “Rede Viva Marajó”, composta por cinco empresas comandadas por mulheres com objetivos sustentáveis na área do turismo e economia na região.

Otacílio Braga Filho, proprietário do Hotel Fazenda Paraíso, um dos mais antigos e tradicionais de Mosqueiro, também teve que fechar as portas durante a pandemia, reabrindo apenas em julho do ano passado, quando o movimento começou a melhorar, indo num crescente até o Carnaval desse ano. “Muitas vezes o hotel ficou com 80% a 100% de ocupação. Principalmente aos finais de semana”, recorda.

 

Otácilio Filho e Paula Fernandes
Otácilio Filho e Paula Fernandes | RICARDO AMANAJÁS
 


Ocorre que em seguida vieram o aumento da inflação e do preço da gasolina. “Por essa razão julho para nós se tornou uma grande incógnita, mas estamos investindo pesado em propaganda e em promoções sobretudo no meio da semana, de segunda a quinta-feira, para chamar esse turista agora em maio e junho para compensar a baixíssima temporada, agravada pela chuva”, diz.

O hotel investe ainda na gastronomia, apostando na criação e novos pratos elaborados pela chef Paula Fernandes para atrair os que curtem a boa mesa. “Agora em julho também estaremos inaugurando 2 quadras de beach tennis iluminadas para dar mais uma opção e lazer para nosso cliente. Esperamos alavancar as estadias nesse período”, espera.

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