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APÓS DECRETO

Preço da gasolina cai e dá alívio ao bolso no Pará

Reflexo da redução da alíquota do ICMS sobre o combustível, determinada por decreto estadual, começa a ser sentida nos postos

sábado, 09/07/2022, 07:20 - Atualizado em 09/07/2022, 10:51 - Autor: Diego Monteiro/Diário do Pará

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Nos postos, já é possível encontrar o combustível de R$ 5,69 a R$ 5,99, para alegria dos condutores
Nos postos, já é possível encontrar o combustível de R$ 5,69 a R$ 5,99, para alegria dos condutores | Wagner Almeida/Diário do Pará

Os paraenses já sentem o “cinto afrouxar” após a redução na alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) de 28% para 17% sobre a gasolina vendida no Pará. Desde o último dia 4 de julho, centenas de postos em Belém começaram a oferecer o combustível a menos de R$ 6.

A reportagem do DIÁRIO percorreu alguns postos e constatou que os preços atuais do litro do produto variam entre R$ 5,69 (a mais barata) e R$ 5,99 (a mais cara), uma diferença de 5,27% de um posto para outro. Para chegar a este resultado, foi feito um amostral em 15 postos de combustíveis nos bairros de Belém.

José Carlos, de 48 anos, contou que agora consegue economizar em torno de R$ 30 todos os dias. “Antes eu colocava R$ 100 para abastecer o meu carro com 13 litros. Hoje, a mesma quantidade está saindo a R$ 70. Para quem trabalha com transporte, o reajuste tem ajudado bastante”, explicou o taxista.

Esta é a primeira vez, depois de um ano, que o valor da gasolina fica na casa dos R$ 5,70, resultado obtido após comparação com os valores atuais, é o que aponta um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos no Pará (Dieese/PA).

ECONOMIA

Na prática, após o decreto assinado pelo governador do Pará, a gasolina apresentou uma redução numa faixa de R$ 1,65, diante do valor encontrado nas bombas pelo DIÁRIO, ou seja, uma queda que pode chegar a 22% nos postos da capital paraense.

Os reflexos, para a motorista de aplicativo Mariana Coelho, de 24 anos, estão na economia financeira e na motivação para trabalhar. “Ia parar de trabalhar com transporte, pois o preço da corrida nem sempre compensa na hora de abastecer. Agora estou me sentindo motivada e o melhor, ainda está sobrando um dinheirinho”, afirmou.

“Há menos de um mês eu colocava 20 litros no meu carro para rodar algumas horas com um custo de R$ 150. Hoje, gasto em torno de R$ 113 pelos mesmos litros. Estou bem satisfeita, mas claro, se puder baixar um pouco mais vai ser maravilhoso para todos”, completou Mariana.

CAUTELA

Em junho, no pico dos reajustes da Petrobras, Mauro Cesar, 53, se sentiu obrigado a trocar o carro pela moto. “Precisei trocar um pouco do meu conforto para ter menos preocupação. Continuarei usando a motocicleta, pois acho que, mesmo com o quantia interessante na bomba, é preciso ter cautela e saber esperar, pois tudo pode mudar”, ressaltou o vendedor.

Com valor mais em conta, dá até para encher o tanque

No acumulado mensal registrado pelo Dieese/PA, em junho do ano passado o litro da gasolina foi vendido a R$ 5,70, mas sofreu forte influência da alta do dólar ante o real, o que gerou diversos reajustes que somaram quase 29% em apenas 12 meses, fechando junho de 2022 em R$ 7,34.

Apesar da redução, os dados apresentados pelo Dieese/PA apontam que o percentual do valor da gasolina no mês de junho deste ano ficou superior à inflação, que segundo o Índice de preços no consumidor (INPC), girava em torno de 12% para o mesmo período, colocando Pará na lista da gasolina mais caras do norte do Brasil. Com este insumo custando R$ 7,34, o estado ficou em 13º lugar ao lado de Pernambuco (R$ 7,38); Goiás (R$ 6,86); e Espírito Santo (R$ 7,35).

Em relação aos municípios paraenses, Parauapebas (R$ 8,10), Conceição do Araguaia (R$ 8,06), Alenquer (R$ 7,98) apresentaram os maiores preços. Já Belém vendia a um valor médio de R$ 7,13.

“Ao analisar o mês de junho com o atual, começamos a notar a mudança de comportamento da população”, relata o frentista Cassiano de Jesus. “Mesmo com pouco movimento por conta das férias, quem está na cidade tem aproveitado a redução para encher o tanque, condição que era impossível há um tempo”, concluiu.

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