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INFLAÇÃO

Novo valor do Auxílio Brasil não compra a cesta em Belém

O valor da cesta básica na capital é de R$ 633,14, além dos R$ 600 do novo valor do Auxílio, e compromete 56,47% do salário mínimo

sábado, 06/08/2022, 07:23 - Atualizado em 06/08/2022, 10:49 - Autor: (Luiza Mello/ Diário do Pará)

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Belém, Pará, Brasil. Cidade. Pesquisa mais recente do DIEESE, em que aponta a trajetória das altas acumuladas no preço do frango. A pesquisa aponta que o reajuste acumulado chega a 17% (nos últimos 12 meses). Na foto, Karem Ferreira Gaspar, 16 anos, estudante. 10-03-2022. Foto-Wagner Santana/Diário do Pará.
Belém, Pará, Brasil. Cidade. Pesquisa mais recente do DIEESE, em que aponta a trajetória das altas acumuladas no preço do frango. A pesquisa aponta que o reajuste acumulado chega a 17% (nos últimos 12 meses). Na foto, Karem Ferreira Gaspar, 16 anos, estudante. 10-03-2022. Foto-Wagner Santana/Diário do Pará. | Wagner Santana / Diário do Pará

Ocusto da alimentação básica no Pará ficou mais alto. A cesta básica comercializada em Belém apresentou reajuste acumulado de 21,14% nos últimos 12 meses contra uma inflação estimada em torno de 12,00% para o mesmo período. O valor da cesta básica na capital é de R$ 633,14, e compromete 56,47% do valor do salário mínimo. Para comprar uma cesta nesse valor, um brasileiro precisa trabalhar 114 horas e 56 minutos das 220 horas previstas em Lei. O Auxílio Brasil, que vai aumentar neste mês de R$ 400 para R$ 600, não é suficiente para adquirir todos os itens da cesta básica em Belém.

A capital paraense está entre as sete capitais que apresentaram aumento de preços nos produtos no período de 12 meses, enquanto outras 10 cidades pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos (Dieese), apresentaram recuo nos preços médios da cesta básica.

O valor do conjunto de produtos essenciais em Belém teve aumento de 13,70% nos últimos sete meses (janeiro a julho de 2022), com alta em nove dos 12 produtos analisados comparando os meses de junho a julho deste ano. Os maiores aumentos na variação mensal foram observados no leite (7,96%) e na manteiga (8,88%), seguidos de café (1,50%); feijão (1,37%); pão (1,35%);e farinha de mandioca com alta de 0,55%.

A maior redução mensal em Belém ocorreu no óleo de cozinha (900ml) com queda de -11,72%, seguido do tomate com queda de 5,61%; açúcar com queda de 3,38% e arroz com queda de 0,38%.

A análise de preços feita pelo Dieese Pará mostra que, pelo sétimo mês consecutivo este ano, o custo da alimentação básica dos paraenses voltou a ficar mais caro. Um dos cenários apresentados pelo Dieese/PA mostra que, considerando uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças), uma cesta básica em julho deste ano custaria R$ 1.899,42 sendo necessários, portanto, aproximadamente 1,56 salários mínimos (baseado no valor do salário atual de R$ 1.212,00) para garantir as mínimas necessidades do trabalhador e sua família, somente com alimentação.

Considerando o maior custo da cesta básica nacional, registrado em São Paulo (R$ 760,45) o levantamento mostra que um salário mínimo suficiente para alimentar o trabalhador e sua família, suprindo suas necessidades com alimentação, educação, moradia, saúde, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, deveria ser R$ 6.388,55, ou cerca de 5,27 vezes maior que o mínimo atual de R$ 1.212,00.

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