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FÓRUM

Helder defende modelo norueguês para Petrobras

Em Paris, governador sugeriu que a estatal adote modelo de compensação por atividades petrolíferas financiando iniciativas sustentáveis no país

Imagem ilustrativa da notícia Helder defende modelo norueguês para Petrobras camera O governador Helder Barbalho participou ontem, 13, do I Fórum Esfera Internacional, realizado em Paris, na França | Agência Pará

O governador Helder Barbalho, participou ontem, 13, do I Fórum Esfera Internacional, realizado em Paris, na França. Além de defender a bioeconomia como vocação econômica escolhida para o Estado do Pará e a importância da realização de investimentos em ciência e tecnologia para a criação de empregos verdes, o governador falou sobre o processo de transição econômica e ambiental do Brasil. Helder destacou o papel proativo da Petrobras, que figura entre as maiores produtoras de petróleo e gás do mundo e defendeu que, a exemplo de outros países do mundo, a estatal brasileira adote o mesmo modelo de compensação por atividades petrolíferas financiando iniciativas sustentáveis no país.

Helder Barbalho lembrou que o aporte de R$ 3 bilhões feito pelo governo da Noruega ao Fundo Amazônia para ser usado em projetos sustentáveis na região, provém de atividades petrolíferas daquele país. “Nós precisamos pedir recursos para a Noruega tendo a Petrobras, com os dividendos que tem distribuído? Com a potência que representa para a nossa economia? Nós não podemos fazer disso uma indução em nosso próprio país?”, questionou, tendo ao lado o ministro de Minas e Energia brasileiro, Alexandre Silveira.

“Cada estado da Amazônia tem uma vocação, e o petróleo não é a do Pará. A vocação que o Estado escolhe para a sua transição econômica é a floresta viva, a bioeconomia, a partir de pesquisa, de ciência, de conhecimento e de inovação, para que a floresta viva possa valer mais do que a floresta morta, o que lamentavelmente, hoje, não é uma realidade e isto acaba gerando um conflito econômico, ambiental e social”, falou ao participar do primeiro evento internacional da Esfera Brasil.

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“Eu compreendo e tenho provocado junto ao governo federal que a Petrobras deve ser proativa e ao invés de responder sobre a captura de petróleo a 540 km da foz do Amazonas, deve ver essa região como um grande case de utilização de uma empresa que atua no setor energético com diversas matrizes, mas que lidera o processo de transformação e transição ecológica e, acima de tudo, social e ambiental, ajudando o Brasil na construção seja da transição energética, o que já está fazendo, seja na transição ecológica e na econômica”, revelou.

Helder reforçou ser fundamental que o país possa defender a exploração de combustíveis fósseis, “desde que estejam sob o aspecto da sustentabilidade e das garantias legais da preservação da legislação ambiental”. Segundo ele, o protagonismo do Brasil na questão ambiental é diferenciado por ter grande parte da Floresta Amazônica em seu território.

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EMPREGOS VERDES

Helder fez a defesa do uso de mecanismos para a transformação da floresta amazônica não apenas como um símbolo do equilíbrio climático e um indutor para a geração de empregos verdes
📷 Helder fez a defesa do uso de mecanismos para a transformação da floresta amazônica não apenas como um símbolo do equilíbrio climático e um indutor para a geração de empregos verdes |Agência Pará

O governador do Pará fez a defesa do uso de mecanismos para a transformação da floresta amazônica não apenas como um símbolo do equilíbrio climático, mas também como um indutor para a geração de empregos verdes e a conciliação para a preservação da floresta a partir da sua valoração. “Nós não conhecemos plenamente a nossa biodiversidade e o que a floresta viva pode produzir. Quando incrementamos conhecimento, incluímos uma nova vocação para a Amazônia: a bioeconomia, que inclusive deve ser lida como “socio bioeconomia”, porque precisa envolver gente”, explicou. “Não adianta falar em floresta e esquecer que nós temos 29 milhões de brasileiros que vivem em uma das regiões com grande complexidade social. E o Plano Estadual de Bioeconomia aponta números importantes de serem registrados”.

A bioeconomia, segundo ele, já gera na Amazônia 387 mil empregos entre diretos e indiretos, sendo 84 mil diretos. “É sobre isso que estou falando, de uma atividade absolutamente incipiente, porque o Brasil não a explorou. Temos uma projeção, por exemplo, de que até 2040, se investirmos em ciência, tecnologia e inovação, teremos condições de exportar produtos de bioeconomia chegando a 120 bilhões de dólares”, concluiu.

AMAZÔNIA AGORA

Helder Barbalho também adiantou que, no final do ano, quando estiver participando da Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-28), que será realizada em Dubai, nos Emirados Árabes, vai apresentar o primeiro Plano de Restauração Florestal do Pará, que faz parte do Programa Amazônia Agora e tem como meta restaurar 5.4 milhões de hectares no estado do Pará até 2030.

“Se o país não restaurar aquilo que está antropizado, não cumprirá suas metas de contribuição para a redução das emissões, portanto, trata-se de um conjunto de esforços que precisa de financiamento, seja do Fundo Amazônia, seja do Fundo do Clima, seja de recursos dos governos estaduais, ou seja da mobilização da iniciativa privada”, concluiu Helder Barbalho.

O governador paraense foi convidado a participar do painel “A sustentabilidade e a transição energética”, ao lado do ministro de Minas e Energia do Brasil; da chefe de Sustentabilidade do Grupo Accor e ex-ministra da Transição Energética da França, Brune Poirson; do fundador da empresa do setor de serviços ambientais “Systemiq”, Jeremy Oppenheim; e da vice-presidente executiva do Grupo Engie, do setor energético, Cécile Prévieu. A moderação foi do jornalista brasileiro Américo Martins. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, fez a palestra de abertura do evento, que termina neste sábado, 14.

PARA ENTENDER

O fórum

- O I Fórum Esfera Internacional promove debates sobre novas oportunidades de negócios e alianças bilaterais entre Brasil, França e União Europeia, abordando temas como a relação França-Brasil, reformas em discussão no país - tributária, administrativa entre outras -, economia, transição energética, inovação, indústria, segurança para o capital estrangeiro e perspectivas de futuro.

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