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"OS FINS NÃO JUSTIFICAM OS MEIOS"

Helder Barbalho condena ataque dos EUA à Venezuela: 'retrocesso histórico'

Governador do Pará critica ação em Caracas, defende soberania da América Latina e diz que crise venezuelana não pode ser resolvida pela força.

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Imagem ilustrativa da notícia Helder Barbalho condena ataque dos EUA à Venezuela: 'retrocesso histórico' camera Após o ataque em larga escala dos Estados Unidos contra a Venezuela, o espaço aéreo do país amanheceu vazio neste sábado, sem registros de voos civis sobre o território venezuelano. | Reprodução/Flightradar24

A escalada da crise política na Venezuela, agravada pelo ataque dos Estados Unidos (EUA) a Caracas, repercutiu fortemente no cenário sul-americano. O episódio reacende debates sensíveis sobre soberania, limites da atuação internacional e o respeito a princípios históricos do direito internacional. Em seu Instagram, o governador do Pará, Helder Barbalho, se manifestou neste sábado (3) e afirmou que a América do Sul vive "um retrocesso histórico!".

Ao lembrar que a comunidade internacional levou séculos para construir regras mínimas de convivência entre nações soberanas. Para ele, embora a permanência de Nicolás Maduro no poder represente um grave problema democrático, isso não legitima ações unilaterais de força.

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"A permanência inadmissível de Nicolás Maduro, e sobretudo sua última ratificação autoritária no poder, levantou todos os piores sinais de aversão e repulsa daqueles que cultuam a democracia plena na Venezuela e no mundo. Que Maduro não deveria nem poderia mais permanecer como ditador, não há dúvida. A questão não é essa", declarou.

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Helder destacou que o ponto central do episódio está nos meios utilizados. "A questão é se os fins justificam os meios e se somos, na América Latina, meras colônias como quando os primeiros europeus chegaram por aqui. A resposta é não", afirmou.

Por fim, o governador manifestou solidariedade ao povo venezuelano e defendeu que a saída para a crise passe pelo respeito aos princípios democráticos e não apenas pela força.

Confira na íntegra o posicionamento do governador do Pará

A América do Sul vive um retrocesso histórico no dia de hoje. Demoramos, como civilização, séculos para construir um arcabouço chamado direito internacional, cuja premissa é a autodeterminação dos povos e o multilateralismo.

A permanência inadmissível de Nicolas Maduro – e sobretudo sua última ratificação autoritária no poder – levantou todos os piores sinais de aversão e repulsa daqueles que cultuam a democracia plena na Venezuela e no mundo.

Que Maduro não deveria nem poderia mais permanecer, como ditador, não há dúvida. A questão não é essa. A questão é se os fins justificam os meios e se somos na América Latina meras colônias como quando os primeiros europeus chegaram por aqui.

A resposta é não!

Quando uma potência estrangeira – qualquer uma! – captura e sequestra o chefe de Estado de um país soberano estamos diante de uma agressão à toda ordem internacional.

A violência extrema de uma nação estrangeira nas fronteiras de nosso continente é também uma agressão sobre outra agressão, a da ditadura de Maduro, mais uma na histórica da sofrida América do Sul.

Um erro não justifica outro e dois erros não fazem um acerto. Esperemos que a evolução dos acontecimentos permita que uma solução baseada no respeito a princípios, e não só à força, prevaleça no final.

Nossa solidariedade ao povo venezuelano e nossa firme esperança de que nestas horas de agonia e preocupação as palavras do grande humanista e educador venezuelano Andrés Bello, estejam mais presentes do que nunca:

"Só a unidade do povo e a solidariedade de seus dirigentes garantem a grandeza das nações".

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