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Ananindeua: mulher denuncia descaso da saúde após morte por doença de Chagas

Irmã morreu após idas à UPA sem internação; pai segue na UTI em Ananindeua

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Imagem ilustrativa da notícia Ananindeua: mulher denuncia descaso da saúde após morte por doença de Chagas camera Laíse Machado perdeu a irmã há sete dias e ainda vive a angústia de ver o pai, de 73 anos, internado em estado grave na UTI. | Reprodução/RBA TV

A denúncia feita ao vivo no programa Bora Cidade desta terça-feira (20) revelou o drama vivido por uma família de Ananindeua em meio aos casos de doença de Chagas registrados no município. Laíse Machado perdeu a irmã após, segundo ela, uma sequência de falhas no atendimento da rede pública de saúde e agora acompanha o pai, de 73 anos, internado em estado grave na UTI.

Durante a reportagem, Laíse denunciou o descaso da Prefeitura de Ananindeua sobre os casos de doença de Chagas no munícipio e acusou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e a Vigilância Sanitária de negligênciar a situação. Até esta terça-feira (20), Ananindeua já contabiliza 37 casos confirmados da doença de Chagas, com três mortes registradas até o momento. Uma dessas vítimas é a irmã de Laíse.

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Idas e vindas à UPA sem diagnóstico

De acordo com o relato, a irmã de Laíse começou a apresentar sintomas após consumir açaí, mas passou por diversas idas e vindas à UPA sem que o quadro fosse devidamente investigado. “Eles diziam que era virose e mandavam ela para casa”, afirmou. Mesmo com febre, dores no corpo e agravamento dos sintomas, a família diz que não houve solicitação de exames mais detalhados nem internação.

Laíse contou que acompanhou pessoalmente a irmã em várias dessas idas à unidade de saúde e reuniu inúmeras receitas de medicamentos que, segundo ela, não surtiram efeito. “Nada fazia efeito e ninguém olhava com mais atenção”, disse.

A situação se agravou quando a paciente passou a ter dificuldade para respirar. Ainda assim, segundo a mulher, houve resistência por parte da UPA para realizar a internação. “Tive que brigar, acionar assistente social e mover a UPA inteira da Cidade Nova para conseguirem internar minha irmã”, relatou.

Mesmo internada, a paciente permaneceu dias aguardando transferência sob a justificativa de falta de leitos. Laíse afirmou que a irmã deu entrada na UPA na sexta-feira, dia 09 de janeiro, e permaneceu no local até ser entubada, já em estado crítico. No dia 13 de janeiro a família recebeu a notícia da morte.

Além da irmã, o pai de Laíse também apresentou sintomas compatíveis com a doença de Chagas, como febre alta, dores abdominais e inchaço nos pés e nas pernas. Segundo ela, a cada ida à UPA o quadro se agravava, mas ele também era liberado para casa. “Queriam mandar meu pai embora mesmo com os mesmos sintomas”, afirmou. A transferência dele para um hospital com UTI só ocorreu após a morte da filha. Atualmente, o idoso segue internado em estado delicado.

Abalada, Laíse contou que o pai ainda não foi informado sobre a morte da filha por orientação médica. “Os médicos disseram que ele não pode saber agora, porque pode ter uma parada. Ele pergunta todo dia por ela”, relatou.

Fiscalização e vigilância sanitária sob críticas

Outro ponto destacado na denúncia foi a atuação da Vigilância Sanitária. Laíse afirmou que o estabelecimento onde o açaí teria sido comprado continuou funcionando mesmo após a confirmação de mortes associadas à doença. “Já tinha sido registrada a morte de um rapaz e, mesmo assim, o local continuou aberto”, disse.

Para ela, houve omissão tanto da vigilância sanitária quanto do poder público municipal. “Ninguém fez nada. Sabiam de onde a gente estava falando e não tomaram providência”, afirmou.

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Segundo Laíse, após a morte da irmã, nenhum órgão da prefeitura, da Secretaria Municipal de Saúde ou da Vigilância Sanitária procurou a família para prestar esclarecimentos ou oferecer apoio. Ela também relatou dificuldades para ter acesso aos prontuários médicos. “Perguntavam por que eu queria o prontuário. Eu estava com a minha irmã o tempo todo e precisava saber o que foi feito”, contou.

Assista a reportagem:

Reprodução/RBA TV
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