Um suposto caso de assédio envolvendo uma aluna da Escola de Ensino Fundamental Benedito Maia, localizada no Conjunto Abelardo Condurú, no bairro do Coqueiro, em Ananindeua, voltou a repercutir após medidas adotadas pela Prefeitura Municipal, provocando protesto de educadores em frente à escola. O episódio teria ocorrido em setembro de 2025 e foi denunciado por professores da própria unidade escolar.
Segundo as informações, os educadores relataram um suposto abuso sexual atribuído a um professor da escola. Após a denúncia, o docente apontado no caso foi afastado das atividades em sala de aula, além de ser preso pela Polícia Civil.
No entanto, a Secretaria Municipal de Educação de Ananindeua instaurou uma sindicância contra um dos professores que formalizou a denúncia. Além disso, outros educadores que atuaram como testemunhas também teriam sido punidos com afastamentos, conforme informado por representantes do sindicato da categoria.
Em entrevista à RBA TV, representantes sindicais criticaram as medidas adotadas pela gestão municipal e afirmaram que os professores estão sendo alvo de perseguição por terem denunciado o caso. Para o sindicato, as ações desestimulam a atuação de educadores que buscam proteger alunos e garantir um ambiente escolar seguro.
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Ainda de acordo com a entidade, não houve sanções efetivas ao professor acusado do suposto assédio. O sindicato afirma ter recebido, diretamente da secretária municipal, a informação de que o docente não deverá retornar às atividades em sala de aula.
O Sintep cobra a retirada imediata da sindicância aberta contra os professores denunciantes e pede um posicionamento do prefeito Daniel Santos sobre abaixo-assinados feitos pela comunidade escolar. Segundo o sindicato, pais e responsáveis estão abalados tanto pelo caso ocorrido em setembro de 2025 quanto pelo afastamento de professores considerados comprometidos com a educação dos alunos.
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