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FALHA INSTITUCIONAL

UFPA admite erro ao expor nomes civis de pessoas trans no vestibular

Universidade promete revisar protocolos após falha no listão de 2026 e sofre críticas de estudantes e associação de discentes trans

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Imagem ilustrativa da notícia UFPA admite erro ao expor nomes civis de pessoas trans no vestibular camera A Associação de Discentes Trans e Travestis da UFPA (Adisttrave) classificou a falha como uma violência institucional e um retrocesso para a comunidade. | Ascom/UFPA

A Universidade Federal do Pará (UFPA) reconheceu nesta segunda-feira (02) que divulgou, por engano, o nome civil de algumas pessoas trans e travestis aprovadas no vestibular de 2026. A prática vai contra as normas internas da instituição e a legislação brasileira, que garantem o direito ao uso do nome social.

Segundo a UFPA, o erro foi identificado no mesmo dia da divulgação do listão, 30 de janeiro, e a falha já foi corrigida. “Temos plena consciência do impacto já causado e, por isso, manifestamos nosso sincero pedido de desculpas pela dor e pelo constrangimento gerados", afirmou a universidade em nota.

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A Associação de Discentes Trans e Travestis da UFPA (Adisttrave) reforçou a gravidade do episódio, classificando a divulgação do nome civil como uma forma de violência institucional. “A divulgação do nome morto de pessoas trans e travestis no listão representa não apenas um crime, mas um grande retrocesso”, declarou a entidade.

O uso do nome social é assegurado no Brasil desde 2016 e a UFPA passou a disponibilizar formalmente a opção de solicitá-lo no listão em 2024, após reivindicações da comunidade trans. Em 2025, não foram registradas denúncias semelhantes.

Além da correção imediata do listão, a universidade informou que solicitou o aperfeiçoamento dos protocolos e dos sistemas acadêmicos para evitar que falhas como essa se repitam. “O respeito à identidade de gênero e à dignidade de todas as pessoas é um princípio inegociável para a UFPA”, afirmou a instituição.

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Ainda na segunda-feira (02), a Adisttrave realizou um ato no hall da Reitoria cobrando providências sobre o ocorrido. Os estudantes exigiram uma retratação pública e políticas de inclusão mais efetivas para pessoas trans e travestis, incluindo ações afirmativas para ingresso na universidade, uso adequado de banheiros e espaço físico para a associação.

Para os participantes, o incidente não configura apenas um erro administrativo, mas uma violência institucional. Como foi lembrado por eles durante o ato, a transfobia é equiparada ao crime de racismo pelo Código Penal brasileiro, reforçando a necessidade de medidas concretas da UFPA para garantir o respeito e a inclusão de toda a comunidade acadêmica.

Veja a nota da UFPA:

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