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SAÚDE PÚBLICA

Pará intensifica ações de diagnóstico precoce e prevenção ao câncer

Sespa amplia serviços de média complexidade e incentiva exames precoces

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Imagem ilustrativa da notícia Pará intensifica ações de diagnóstico precoce e prevenção ao câncer camera Entre os avanços recentes, destaca-se o novo Centro de Cuidados Paliativos Oncológicos do HOL, em Belém, especializado em pacientes em estágio avançado. | Pedro Guerreiro / Ag. Pará

Com o objetivo de reforçar a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer, o Dia Mundial de Combate à doença, celebrado no dia 04 de fevereiro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é lembrado no Pará pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) como uma oportunidade de ampliar o acesso da população aos serviços oncológicos do Sistema Único de Saúde (SUS) e fortalecer ações preventivas em todo o estado.

Na sequência, o dia 05 de fevereiro é marcado pelo Dia Mundial da Mamografia, reforçando a necessidade do rastreamento do câncer de mama, o tipo mais frequente entre mulheres, e estimulando a conscientização sobre a importância de exames regulares. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), entre 30% e 50% dos casos de câncer podem ser prevenidos por meio de hábitos de vida saudáveis e estratégias de prevenção eficazes.

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A rede de atendimento oncológico estadual inclui o Hospital Ophir Loyola (HOL) e o Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), em Belém; os Hospitais Regionais do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém; do Sudeste do Pará (HRSP), em Marabá; de Tucuruí (HRT) e de Castanhal (HRPC) para pacientes adultos. Para crianças e adolescentes, os atendimentos especializados são oferecidos pelo Hospital Oncológico Infantil Octavio Lobo (HOIOL), em Belém, e pelo HRBA, em Santarém.

Entre os avanços recentes, destaca-se o novo Centro de Cuidados Paliativos Oncológicos do HOL, em Belém, dedicado a pacientes em estágio avançado, com foco no alívio da dor, controle de sintomas e promoção da qualidade de vida. Em 2025, o serviço de Radioterapia do HOL foi modernizado com dois aceleradores lineares de última geração, ampliando o acesso e a qualidade do tratamento radioterápico, alinhando a unidade aos padrões da oncologia nacional.

Além disso, a Sespa fortalece os serviços de média complexidade por meio das policlínicas de Belém, Tucuruí e Capanema, oferecendo consultas, exames especializados e biópsias para detecção precoce dos cânceres mais comuns. “As policlínicas do Estado dispõem de tecnologia avançada para oferecer exames de laboratório e por imagens que auxiliam na investigação de cânceres, a exemplo do de mama, pele, cólon, reto, colo do útero e pulmonar. Recentemente, foram entregues as Policlínicas de Marabá e Bragança e em 2026 iremos ter a Policlínica de Santarém”, afirma a coordenadora de atenção oncológica da Sespa, Patrícia Martins.

A prevenção também passa pela Atenção Básica, responsabilidade dos municípios, e pelo combate ao tabagismo, um dos principais fatores de risco. Além do Centro de Tratamento do Fumante, em Belém, os municípios oferecem programas para auxiliar na cessação do tabaco por meio das Unidades Básicas de Saúde.

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Atenção aos sinais

Embora algumas pessoas tenham predisposição genética a determinados tipos de câncer, mudanças no estilo de vida reduzem os riscos, mesmo em indivíduos com histórico familiar da doença. “Evitar maus hábitos como alimentação inadequada, sedentarismo, uso de tabaco e abuso de álcool ajudam a diminuir a mortalidade pela doença”, explica Patrícia Martins.

Infecções crônicas por vírus, como hepatite B e HPV, sobrepeso, obesidade, radiação e exposição a substâncias químicas também aumentam a incidência da doença. A vacinação contra HPV, destinada a meninos e meninas de 9 a 19 anos, previne os cânceres do colo do útero, pênis e boca.

Um marco recente da política pública da saúde da mulher no Brasil é a Portaria SECTICS/MS nº 3, publicada no dia 08 de março de 2024, que incorpora testes moleculares para detecção de HPV oncogênico (DNA-HPV) no SUS. A tecnologia permite identificar os tipos de HPV com maior risco de causar câncer, especialmente no colo do útero, e possibilita intervalos maiores entre exames quando os resultados são negativos, aumentando a adesão ao rastreamento organizado do Programa de Controle do Câncer do Colo do Útero e contribuindo para reduzir casos e mortalidade.

“Se a pessoa tem histórico de câncer na família, deve passar por avaliação e exames periodicamente. Ao apresentar alguma suspeita, a recomendação é que seja encaminhada a um médico para fazer o diagnóstico correto e rápido. Assim são maiores as chances de o tratamento dar certo e de diminuir possíveis complicações que aparecem mesmo depois do tumor ter sido tratado”, reforça Patrícia Martins.

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