A morte do paraense Wesley Adriano Silva, conhecido como SGT Índio, no conflito entre Ucrânia e Rússia, ganhou novos desdobramentos após a família divulgar uma carta aberta pedindo respeito e o fim de especulações sobre o caso. Natural de Rurópolis, no oeste do Pará, ele atuava como voluntário ao lado das forças ucranianas e morreu na cidade de Kupiansk, região próxima à linha de frente no leste do país.
Segundo informações iniciais, Adriano teria sido atingido durante um ataque de artilharia, em meio à escalada de violência que marca a guerra moderna, caracterizada por bombardeios, drones e mísseis capazes de atingir alvos a longas distâncias. O caso reforça o impacto global do conflito, que já vitimou estrangeiros e mobiliza famílias brasileiras que acompanham a guerra à distância.
CONTEÚDOS RELACIONADOS
- Paraense morre após bombardeio na guerra da Ucrânia
- Rússia e EUA tentam estender tratado sobre armas nucleares
- Trump expõe conversas diplomáticas e pressiona líderes europeus
Em publicação nas redes sociais, familiares destacaram que Wesley Adriano viajou para a Ucrânia em abril do ano passado para realizar um sonho e que era reconhecido por sua dedicação à carreira militar. Conhecido também como CB Adriano Silva (choqueano) e SGT Índio, ele era descrito como comandante de sua unidade e respeitado por colegas.
Na mensagem, a família faz um apelo direto para que informações não confirmadas deixem de circular. O texto reforça que parentes e amigos ainda não receberam detalhes oficiais sobre as circunstâncias da morte e alerta que medidas judiciais poderão ser tomadas contra a divulgação de notícias falsas. Além disso, a nota da família informa que a mãe do militar não concederá entrevistas neste momento de luto.

Conflito amplia número de brasileiros afetados
A morte de Wesley Adriano aumenta a preocupação com brasileiros envolvidos diretamente na guerra. Dados do Ministério das Relações Exteriores indicam pelo menos 22 cidadãos do país mortos e outros 44 desaparecidos desde o início do conflito, embora o nome do paraense ainda não conste oficialmente na contagem.
Quer mais notícias do mundo? Acesse nosso canal no WhatsApp
Em comunicados anteriores, o Itamaraty já havia alertado para os riscos de participação em zonas de guerra e as limitações da assistência consular para brasileiros que se alistam em forças estrangeiras.
Guerra segue em escalada
Nas últimas semanas, o conflito voltou a registrar ofensivas em grande escala, com ataques coordenados atingindo cidades e estruturas essenciais na Ucrânia. A intensificação dos combates tem ampliado o número de vítimas e evidenciado a vulnerabilidade de combatentes e voluntários mesmo fora de confrontos diretos.
Enquanto a investigação sobre o caso segue em andamento, a família de Wesley Adriano pede que a memória do paraense seja preservada com respeito e que o foco esteja nas homenagens e na trajetória que ele construiu ao longo da vida.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar