O Carnaval é uma das festas mais tradicionais e aguardadas do ano, marcado pela alegria, pela música e pela força da cultura popular. Em diferentes cantos do país, a celebração ganha cores e ritmos próprios, reunindo pessoas de todas as idades em torno da mesma energia contagiante.
É nesse espírito vibrante que, na passarela da Aldeia Amazônica, o amor pelo Carnaval reúne comunidades inteiras em torno do brilho das fantasias e da defesa apaixonada de seus pavilhões. Ano após ano, o desfile das escolas de samba transforma a avenida em palco de histórias, memórias e sonhos que agregam gerações.
Nos dias 27 e 28 de fevereiro, às 21h, o Grupo Especial volta a ocupar a Aldeia Amazônica no espetáculo promovido pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura de Belém (Semcult). Em 2026, os enredos destacam identidade cultural, religiosidade, personalidades locais, a força da natureza e das águas — elemento essencial na região amazônica — além da própria celebração do samba como resistência e expressão de vida.
Conheça os enredos que vão embalar o público na Aldeia Amazônica
A Associação Carnavalesca Xodó da Nega leva para a avenida o enredo “Eu vou me banhar de manjericão nas terras da Cremação” e pretende celebrar tradições e símbolos do bairro da Cremação. Presidida por Alberto de Jesus Cantanhede (Careca) e com carnaval assinado por Jean Negrão, a escola aposta na força da cultura popular. Luizinho Moura será o intérprete, Isabella Kimberly reina à frente da bateria comandada por Dackson Júnior, e o casal Fábio Cássio e Elen Silva defende o pavilhão.
A Associação Carnavalesca Social Beneficente Embaixada do Império Pedreirense apresenta “Xapuri, Pará, Paris, ulalá mon chéri – A Embaixada canta Nazaré Pereira”, homenageia a cantora paraense Nazaré Pereira. Presidida por Paulo Roberto “Chico”, com carnaval também desenvolvido por Jean Negrão, a escola promete unir irreverência e identidade regional. Tiago Lobato interpreta o samba, Rodolfo Moura e Shayene Negrão são mestre-sala e porta-bandeira, e a bateria será conduzida por Geraldo Maximiliano.
Com o enredo “Quem disse que acabou?”, o Grêmio Recreativo Carnavalesco Social Acadêmicos de Samba da Pedreira aposta na resistência cultural e na força do samba como identidade popular. Sob a presidência de César Velasco e com criação da carnavalesca Claudia Palheta, a escola leva para a avenida o intérprete Fábio Moreno, o mestre de bateria Mestre Kaká e o casal Markus Winicius (Príncipe do Samba) e Cecília Petit à frente do pavilhão.
A Associação Carnavalesca Bole-Bole homenageia a líder religiosa Mãe Josina no enredo “Mãe Josina do Guamá: o solo sagrado da cultura popular”. Presidida por Paulo Alcântara, a escola ressalta a influência da religiosidade afro-paraense na formação cultural da cidade. Bruno Costa será o intérprete, com bateria sob o comando de Mini, André, Ciro e Marcão, e o casal Breno Rodrigues e Jéssica Sorriso defendendo o pavilhão.
“Iá! É na Matinha que a Padilha vai girar!” é o enredo da Escola de Samba da Matinha, que celebra tradições do bairro com elementos de festa e devoção popular. Presidida por Paulo Espíndola e com carnaval de Eduardo Wagner, a escola terá André Japonês como intérprete. Marcelo Lafon e Ingrid Kacia são mestre-sala e porta-bandeira e a rainha de bateria é Roberta Ribeiro à frente dos ritmistas comandados por Rubenilson Setubal.
A Escola de Samba Boêmios da Vila Formosa apresenta “Folia para Antônio – o santo milagroso”, misturando fé e celebração. Sob a presidência de Arlindo Júnior e com carnaval de Lucas Belo, a escola terá Lukas Lima como intérprete, Mestre Batata à frente da bateria e o casal Tarciso Neto e Ana Vital defendendo o pavilhão.
Já a Associação Carnavalesca Recreativa e Cultural Império de Samba Quem São Eles leva para a avenida “Pelos Caminhos das Águas – Uma Odisseia Escrita Pelos Transportadores que Cruzam Rios e Mares”, enredo que destaca o papel das águas e dos navegantes na formação amazônica, ressaltando o rio como caminho, sustento e identidade cultural.
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Encerrando o desfile do Grupo Especial, o Grêmio Recreativo Cultural Carnavalesco Deixa Falar apresenta “Minha vida é um carnaval”, exaltando o samba como expressão máxima de alegria e resistência. Presidida por Esmael Tavares, com carnaval de André Cesari, a escola terá Evandro Malandro como intérprete, Samantha Suellen e Adriano Santos como mestre-sala e porta-bandeira, e Mara Baena reinando à frente da bateria comandada por Luan e Arley.
Em dois dias de espetáculo, a Aldeia Amazônica será palco de cores, sons e narrativas que reafirmam o carnaval como patrimônio cultural de Belém.
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