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INTERCÂMBIO CULTURAL

"Fora da zona de conforto", diz maritubense rumo ao sonho de NY

Estudante de Marituba fará curso de verão em teatro na Universidade de Nova York com bolsa

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Imagem ilustrativa da notícia "Fora da zona de conforto", diz maritubense rumo ao sonho de NY camera Rilary vai realizar o sonho de estudar teatro nos EUA | Thiago Sarame/DOL

“Será a minha primeira vez fora do Brasil. Acho que vou me emocionar muito quando embarcar. Quero aproveitar todas as oportunidades, porque sei o quanto foi difícil chegar até aqui.”

É assim que se sente, aos 17 anos, a estudante paraense Rilary Reis, natural de Marituba, selecionada para um programa de verão em teatro na New York University (NYU), nos Estados Unidos. O curso terá duração de um mês, com início em 5 de julho e encerramento em 1º de agosto. A viagem está prevista para o dia 4 de julho.

A conquista marca a primeira experiência internacional da jovem, que afirma viver um dos momentos mais importantes da sua trajetória acadêmica e artística.

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É uma sensação incrível. Eu acho que não tenho palavras para descrever o quão mágico está sendo. Eu desejei muito isso durante muito tempo. Sempre sonhei com Nova York, que é a cidade dos meus sonhos, com a NYU, que também é a universidade dos meus sonhos, e o teatro foi o combo perfeito para que essa experiência se tornasse ainda mais especial

Rilay Oliveira, Estudante
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Segundo Rilary, o programa se diferencia pela duração. “O programa dura um mês, do começo de julho até o dia 1º de agosto. A maioria dos programas de verão costuma durar uma ou duas semanas, mas esse tem duração de um mês. Vou conseguir aprender muita coisa com professores renomados. Está sendo tudo muito especial, de verdade.”

Início no teatro aos 10 anos

O contato com o teatro começou cedo. Rilary iniciou as aulas aos 10 anos, em Belém, motivada pelo perfil comunicativo que sempre apresentou na escola.

“Eu comecei no teatro aos 10 anos e foi uma das melhores experiências da minha vida. Sempre fui muito comunicativa, conversava bastante na escola, e isso acabou me levando ao teatro. Me matriculei em um curso em Belém e, no início, estranhei alguns exercícios. Pensava: ‘Por que a gente faz isso?’. Mas, com o tempo, fui entendendo o processo e percebi o quanto era importante.”

Na primeira turma, cerca de 20 alunos iniciaram as aulas, mas apenas cinco participaram do espetáculo final. “No dia da apresentação, eu estava muito nervosa, mas consegui fazer tudo sem esquecer nenhuma fala. Quando ouvi os aplausos, tive certeza de que era isso que eu queria para a minha vida. Sempre sonhei em ser atriz.”

Atualmente, além do teatro, ela também demonstra interesse pelo jornalismo. “Hoje, também vejo o jornalismo como uma paixão. As duas áreas acabaram se conectando para mim.”

Em entrevista para o DOL, Rilary falou sobre sonhos, expectativas e a vida no teatro
📷 Em entrevista para o DOL, Rilary falou sobre sonhos, expectativas e a vida no teatro |Thiago Sarame/DOL

Pausa, candidatura e bolsa

Rilary precisou interromper as aulas presenciais por causa da distância entre Marituba e Belém.

Durante pesquisas sobre cursos na área de comunicação, conheceu programas de verão em universidades norte-americanas.

“Descobri o programa e pensei: ‘É agora’. O processo foi trabalhoso e havia uma taxa de inscrição. Enviei um e-mail explicando que não tinha condições de pagar. A NYU não costuma conceder isenção para estudantes internacionais, mas abriu essa exceção para mim. Interpretei isso como um incentivo para continuar.”

Após a candidatura, vieram novas etapas, como o envio de cartas de recomendação. “Depois vieram outros desafios, como as cartas de recomendação, que quase atrasaram minha inscrição. No fim, recebi a bolsa. Eu pesquisei e não encontrei casos semelhantes. Fiquei muito feliz por ter sido selecionada.”

Primeira experiência internacional

Será a primeira vez que a estudante sairá do Brasil. Ela afirma que pretende aproveitar as oportunidades acadêmicas e culturais durante o período em Nova York.

“Será a minha primeira vez fora do Brasil. Acho que vou me emocionar muito quando embarcar. Quero aproveitar todas as oportunidades, porque sei o quanto foi difícil chegar até aqui. O teatro me ensinou a sair da zona de conforto e a arriscar. Muitas pessoas deixam de tentar por medo.”

A decisão de buscar caminhos fora do tradicional ocorreu durante o período de preparação para o Enem. “Quando decidi aplicar para esses programas, eu estava insegura sobre o que fazer, principalmente com a proximidade do Enem. Percebi que precisava escolher algo com o qual realmente me identificasse. Foi uma decisão difícil, mas necessária.”

Para ela, a arte poderia ter mais espaço no ambiente escolar. “Acredito que a arte deveria ter mais espaço nas escolas. O teatro ajuda na comunicação e no desenvolvimento pessoal. Recebi muitos ‘nãos’ até conseguir essa aprovação e a bolsa, mas continuei tentando.”

Orgulho e apoio

A estudante conta com o apoio da mãe, Karina Reis, que acompanhou todo o processo de candidatura.

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Sinto que é de suma importância que minha filha se aventure fora de sua zona de conforto, indo para outro país. Quanto a mim, meu coração está apertado, tomado pela preocupação. Na verdade, desejo estar ao seu lado, compartilhar cada momento, acordar e vivenciar tudo em conjunto. Contudo, reconheço a necessidade de deixá-la trilhar seu próprio caminho

Karina Reis, Mãe de Rilary
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Karina destaca que a conquista é resultado do esforço da filha. “Ela conquistou essa oportunidade por mérito próprio, e agora precisa vivenciá-la. Preciso, então, manter a calma, dar o suporte necessário e estar pronta para ajudá-la em qualquer situação, mas permitindo que ela experimente essa jornada de forma independente.”

Parecidas fisicamente, Rilary e a mãe compartilham sonhos e conquistas
📷 Parecidas fisicamente, Rilary e a mãe compartilham sonhos e conquistas |Thiago Sarame/DOL

Durante a entrevista, a mãe também falou sobre o orgulho pelas realizações da jovem. “É uma sensação que mal cabe no peito. Eu esperava, pois conheço o potencial da minha filha. Com apenas 17 anos, ela faz tantas coisas e ajuda tanta gente. Ela merece todo o reconhecimento.”

Principal incentivadora, Karina é parceira de Rilary para tudo
📷 Principal incentivadora, Karina é parceira de Rilary para tudo |Thiago Sarame/DOL

Arrecadação e mobilização

Para custear despesas da viagem, Rilary iniciou uma campanha de arrecadação online. “Sobre a vaquinha, as doações ainda são poucas porque a campanha é recente, mas a divulgação tem ajudado bastante.”

Ela também buscou apoio institucional no município de Marituba e informou que recebeu retorno positivo da prefeita quanto à possibilidade de auxílio em parte dos custos.

“O programa começa no dia 5 de julho. Provavelmente viajo no dia 4 e retorno no dia 1º de agosto. Eu acredito que já deu certo. A parte mais difícil foi conquistar a vaga e a bolsa. Agora é seguir em frente.”

Ao falar com outros jovens, Rilary reforça a importância da persistência. Para ela, organização, insistência e coragem foram determinantes para transformar o objetivo em realidade.

Como ajudar

As contribuições podem ser feitas via PIX, pela chave rilaryreis873@gmail.com, em nome de Rilary Oliveira da Silva Reis.

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