Militares do Exército Brasileiro realizaram um atendimento de emergência que resultou na estabilização de um bebê indígena prematuro na Aldeia Missão Nova, localizada em uma área de difícil acesso na Amazônia.
A comunidade fica na região de Tiriós, no extremo norte do Pará, próxima à fronteira do Brasil com o Suriname, dentro do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque. A ocorrência foi registrada entre os dias 8 e 9 de março de 2026.
A ação foi conduzida por integrantes do 1º Pelotão Especial de Fronteira (PEF) Tiriós durante uma visita à comunidade. Segundo o Exército, uma mulher chegou ao local com a criança apresentando sinais vitais reduzidos, pele pálida e ausência de choro.
Ao identificar a situação, o comandante do pelotão, 2º tenente Costa, e a 2ª sargento Thainá, militar da área de saúde, iniciaram apoio ao atendimento realizado no posto de saúde da aldeia.
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Com a evolução do quadro clínico, o comandante retornou à base militar para buscar reforço médico. Em seguida, voltou acompanhado do 2º tenente Magalhães, médico, e do cabo Monteiro, padioleiro. A equipe passou a atuar em conjunto com profissionais do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI).


Durante o atendimento, os militares também auxiliaram na resolução de problemas em equipamentos utilizados no posto de saúde, o que permitiu a administração de oxigênio ao bebê e contribuiu para a estabilização da criança.
O caso contou ainda com acompanhamento remoto da major Monique, pediatra da 8ª Região Militar, que orientou as condutas médicas adotadas pela equipe no local.
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Diante das limitações de recursos na aldeia e da condição da criança, foi organizada uma evacuação aeromédica em articulação com o DSEI. O bebê foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), em Macapá, no Amapá, para continuidade do atendimento médico.
Vale ressaltar que, por se tratar de uma área de difícil acesso, localizada em meio à floresta densa, deslocamentos rápidos só são possíveis por meios aéreos, como helicóptero ou avião.
Segundo o Exército, a atuação do pelotão permitiu a realização dos primeiros procedimentos até a remoção da criança para atendimento hospitalar especializado.
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