O Instituto Floresta Tropical Johan Zweede (IFT) vai iniciar, no Pará, a implementação de um projeto de restauração ecológica e fortalecimento comunitário com investimento total de R$ 2.798.160. Apoiada pelo Fundo Flora, a iniciativa prevê a recuperação de 65 hectares em três territórios do estado, combinando sistemas agroflorestais, regeneração natural assistida e plantios experimentais, além de ações voltadas à estruturação de redes locais de sementes e ao fortalecimento de organizações comunitárias.
O projeto será desenvolvido ao longo de seis anos e deve beneficiar diretamente entre 40 e 50 famílias, com impacto estimado em 120 pessoas diretamente e 150 indiretamente, além da criação de 22 postos de trabalho. Segundo o plano de implementação, a atuação do IFT se dará em Oeiras do Pará, Bragança e Cachoeira do Piriá, em parceria com organizações locais.
A iniciativa começa em um momento em que a restauração avança como uma das agendas mais estratégicas para a Amazônia. De um lado, comunidades, agricultores familiares e empreendedores locais já lideram experiências de recuperação produtiva e ecológica. De outro, cresce a percepção de que ampliar o acesso a financiamento é decisivo para transformar esse potencial em escala, permanência e geração de renda nos territórios, além de segurança alimentar para as famílias.
É nesse contexto que se insere o Fundo Flora, mecanismo idealizado pela organização WRI Brasil e com gestão financeira da Sitawi Finanças do Bem. O fundo foi criado para conectar pessoas, projetos e recursos voltados à restauração, à agrofloresta e à bioeconomia, com foco inicial na Amazônia. Na primeira etapa, a proposta é selecionar 15 projetos locais, com o objetivo de captar e investir em iniciativas no Pará até 2026.
Para o IFT, o apoio representa a oportunidade de ampliar uma frente de trabalho que articula recuperação ambiental, fortalecimento da governança local e geração de meios de vida. “O apoio do Fundo Flora permite colocar em prática uma visão de restauração que vai além do plantio. Estamos falando de recuperar áreas degradadas, fortalecer organizações comunitárias e criar condições para que a restauração gere renda, aprendizado e perspectivas de futuro nos territórios”, afirma Marcelo Galdino, secretário-executivo adjunto do IFT.
O projeto prevê a implementação de 30 hectares de Sistemas Agroflorestais (SAFs), com foco em produção sustentável; 30 hectares de Regeneração Natural Assistida (RNA), voltados à recuperação de áreas degradadas com ênfase em eficiência ecológica e baixo custo; e 5 hectares de plantio experimental, destinados à recuperação de áreas impactadas por incêndios e à experimentação com espécies de crescimento rápido.
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