Nem sempre é possível sair de casa para cuidar da própria saúde. Para muitos pacientes, o simples ato de ir até um consultório pode representar um desafio enorme, seja pela limitação física, por condições neurológicas ou até pelo impacto emocional de um ambiente desconhecido. É nesse contexto que a odontologia domiciliar ganha um papel profundamente transformador.
Essa prática se tornou essencial para garantir qualidade de vida a pessoas que precisam de cuidados especiais. Em Belém, esse trabalho tem nome, história e propósito.
Há 10 anos, os cirurgiões-dentistas Luciana Barros Barral e Eduardo Marceliano decidiram levar o consultório até onde o paciente está e, desde então, vêm mudando realidades por meio da odontologia domiciliar.
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À frente da clínica Dentistaki, os profissionais são pioneiros nesse tipo de atendimento na cidade. Ao longo da última década, construíram uma trajetória marcada não apenas pela técnica, mas, principalmente, pelo cuidado humanizado.
Os pacientes atendidos têm perfis diversos, mas compartilham a dificuldade de acesso ao atendimento tradicional. Entre eles estão idosos, pessoas acamadas, pacientes em recuperação pós-AVC e indivíduos com diagnósticos como Alzheimer, Parkinson, demências, além de pessoas com TEA e outras deficiências.
Segundo os profissionais, o maior desafio não está apenas no deslocamento, mas na quebra de rotina. “A mudança de ambiente impacta diretamente no comportamento e até no resultado dos procedimentos. Em casa, o paciente se sente mais seguro, mais tranquilo”, explica a Dra Luciana Barros Barral.
Para tornar isso possível, a equipe leva uma estrutura completa até o local de atendimento, seja em residências, hospitais, UTIs ou instituições de longa permanência. O consultório portátil inclui equipamentos como raio-x digital com resultado imediato, ultrassom, câmeras intraorais e recursos de laserterapia, permitindo uma atuação ampla dentro da odontologia.
Ainda assim, cada caso é avaliado com cautela. Quando necessário, os profissionais indicam intervenções em ambiente hospitalar, sempre priorizando a segurança do paciente. “Tudo depende do estado geral de saúde e do comportamento. Cada detalhe é mapeado com muito cuidado”, destaca.
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Mais do que tecnologia, o diferencial está no vínculo criado. No ambiente familiar, longe do estresse de deslocamentos e longas esperas, os atendimentos tendem a ser mais eficazes e mais humanos. O cuidado vai além do procedimento técnico e se transforma em acolhimento.
Mesmo após uma década de atuação, a odontologia domiciliar ainda é pouco explorada no Brasil e carece de profissionais capacitados. Para Luciana e Eduardo, essa escolha vai além da profissão.
É uma missão de vida. Acreditamos que existe algo maior que nos guia a oferecer o melhor cuidado possível
afirmam,
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