Em um cenário onde a violência contra a mulher exige respostas cada vez mais firmes do poder público, operações de grande escala têm se tornado instrumentos centrais na tentativa de conter crimes e garantir uma rede de proteção às vítimas. No Pará, a mobilização recente das forças de segurança evidencia não apenas a dimensão do problema, mas também o esforço estatal em ampliar a presença e a eficácia das ações preventivas e repressivas.
No primeiro dia da operação "Escudo Feminino", iniciada na última quinta-feira (16), o governo do Estado registrou 16 prisões em flagrante, além da fiscalização de mais de 300 endereços ligados a medidas protetivas. A ação segue até esta sexta-feira (17), com atuação simultânea em dezenas de municípios paraenses.
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BALANÇO INCIAL E RESULTADOS

De acordo com dados divulgados pelo governo estadual, também foram apreendidas uma arma de fogo e realizados atendimentos a 304 mulheres em situação de vulnerabilidade. Ao todo, cerca de 440 fiscalizações estavam previstas já neste início de operação.
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A governadora Hana Ghassan destacou os primeiros resultados e a importância da ação integrada. "Já no primeiro dia da operação, tivemos resultados importantes, com 16 prisões realizadas, inclusive a captura do suspeito de um feminicídio ocorrido no Curuçambá, em Ananindeua, que foi localizado e preso em Bragança. Também realizamos 304 fiscalizações de medidas protetivas, de um total de 440 previstas, o que demonstra a capacidade de resposta das nossas equipes e o compromisso com a proteção das mulheres", afirmou.
MAIOR OPERAÇÃO DO TIPO NO ESTADO
Segundo a governadora, a iniciativa é a maior já realizada no Pará com foco no enfrentamento à violência contra a mulher. "Estamos lançando a maior operação já realizada no Pará no enfrentamento à violência contra a mulher, com atuação simultânea em 85 municípios e mais de 1.500 agentes nas ruas, fiscalizando o cumprimento de medidas protetivas e garantindo a segurança de quem mais precisa", destacou.
A operação conta com mais de 1.500 agentes e 274 viaturas, utilizadas em rondas ostensivas, monitoramento, investigações e fiscalização de medidas protetivas.
AÇÃO INTEGRADA DAS FORÇAS DE SEGURANÇA
A ação é coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará e reúne a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, além do Corpo de Bombeiros.
O secretário de segurança, Ed-Lin Anselmo, ressaltou a importância da integração: "Estamos atuando de forma coordenada, com presença ostensiva e acompanhamento direto das medidas protetivas, garantindo proteção efetiva. A integração entre os órgãos fortalece a capacidade de resposta e amplia a segurança para quem mais precisa."
TECNOLOGIA E PREVENÇÃO: PLATAFORMA SOS MULHER
Durante a operação, também é reforçada a divulgação da plataforma "SOS Mulher 190 - Proteção Sem Palavras", voltada para mulheres em situação de risco.
"É uma ferramenta de prevenção que já salvou vidas no nosso Estado. Com um cadastro simples, a mulher passa a ter um canal rápido e seguro de atendimento, permitindo que nossas equipes ajam com agilidade, inclusive sem a necessidade de comunicação verbal", afirmou a governadora.
A plataforma permite que, ao acionar o 190, os dados da vítima sejam automaticamente identificados pelo Centro Integrado de Operações, agilizando o envio de viaturas com base na geolocalização.
CONTINUIDADE DAS AÇÕES
A operação segue em andamento nas 16 Regiões Integradas de Segurança Pública, com foco na fiscalização de medidas protetivas, reforço nas Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAM) e ampliação do atendimento emergencial.
A iniciativa reforça o papel do Estado no enfrentamento à violência de gênero, combinando presença policial, tecnologia e acompanhamento direto de vítimas em situação de vulnerabilidade.
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