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DIREITOS HUMANOS

Defensoria cobra punição em caso de homem agredido com eletrochoque

Instituição articula com Estado e Município acompanhamento clínico da vítima e medidas para garantir a responsabilização dos envolvidos.

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Imagem ilustrativa da notícia Defensoria cobra punição em caso de homem agredido com eletrochoque camera Defensoria Pública do Pará acompanha caso de homem atacado com arma de eletrochoque em Belém, articula atendimento à vítima e cobra responsabilização dos envolvidos. | Reprodução/Redes sociais

Em meio à comoção provocada por mais um episódio de violência urbana em Belém, o caso do homem em situação de rua atacado com arma de eletrochoque segue mobilizando instituições públicas e levantando questionamentos sobre dignidade, assistência e justiça. Enquanto as imagens do ataque ainda reverberam na sociedade, cresce também a atuação de órgãos responsáveis por garantir que a vítima não seja reduzida a mais um número nas estatísticas.

Nesse cenário, a Defensoria Pública do Estado do Pará reforçou que “continua acompanhando o caso do homem em situação de rua vítima de agressão com o uso de arma de eletrochoque por estudantes universitários”, destacando uma atuação integrada com diferentes esferas do poder público.

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ATUAÇÃO ARTICULADA COM ESTADO E MUNICÍPIO

De acordo com a nota, o trabalho da Defensoria ocorre "de forma articulada com o Estado e o Município, especialmente no que se refere à garantia de direitos e à construção de estratégias de atendimento adequado à vítima". Um dos avanços considerados fundamentais foi a identificação do homem, já realizada pelos órgãos competentes.

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Segundo a instituição, esse passo "é fundamental para a atuação processual da Defensoria e para a articulação da rede de assistência", permitindo que medidas mais concretas sejam adotadas tanto na esfera jurídica quanto social.

ACOMPANHAMENTO CLÍNICO

O homem está internado no Hospital das Clínicas Gaspar Vianna, após apresentar sinais de sofrimento psíquico. A Defensoria informou que acompanha de perto a evolução do quadro e já solicitou medidas específicas à unidade de saúde.

Entre elas, está “a realização de avaliação psiquiátrica especializada, a fim de assegurar a definição de uma conduta terapêutica adequada”, cujo retorno ainda é aguardado pela equipe de defesa.

ALTA RESPONSÁVEL E CONTINUIDADE DO CUIDADO

Com a melhora progressiva do quadro clínico, a Defensoria já iniciou articulações para garantir que o atendimento não seja interrompido após a saída do hospital. A proposta é estabelecer uma rede de suporte contínuo.

Nesse sentido, o órgão informou que tem dialogado com diferentes setores "visando à construção de uma alta responsável". O objetivo, segundo a nota, é "estabelecer uma linha de cuidado contínua, garantindo que o paciente receba acompanhamento adequado após a saída da unidade hospitalar".

RESPONSABILIZAÇÃO E ASSISTÊNCIA JURÍDICA

Além do acompanhamento na área da saúde, a Defensoria também atua no campo jurídico. A instituição destacou que segue monitorando as investigações sobre os responsáveis pela agressão.

"A Defensoria também acompanha as investigações relativas à responsabilização criminal dos envolvidos", diz o texto. No âmbito cível, o órgão afirma que presta assistência direta à vítima, "adotando as medidas cabíveis para assegurar a responsabilização e a reparação dos danos sofridos".

COMPROMISSO COM DIREITOS HUMANOS

Ao final da nota, a Defensoria Pública do Pará reafirma seu papel institucional diante de casos como esse, ressaltando a importância de proteger populações vulneráveis.

A instituição declarou que mantém “seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e com a proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade”, reforçando que o caso vai além de um episódio isolado e exige resposta contínua do poder público.

LEIA A NOTA DA DEFENSORIA PÚBLICA NA ÍNTEGRA:

  • "A Defensoria Pública do Estado do Pará continua acompanhando o caso do homem em situação de rua vítima de agressão com o uso de arma de eletrochoque por estudantes universitários, em Belém. A atuação institucional ocorre de forma articulada com o Estado e o Município, especialmente no que se refere à garantia de direitos e à construção de estratégias de atendimento adequado à vítima.
  • A identificação do homem já foi realizada pelos órgãos competentes, o que é fundamental para a atuação processual da Defensoria e para a articulação da rede de assistência. O quadro de saúde do paciente é acompanhado pelo Hospital das Clínicas Gaspar Vianna, onde ele foi internado após apresentar sinais de sofrimento psíquico.
  • A Defensoria Pública solicitou à unidade a realização de avaliação psiquiátrica especializada, a fim de assegurar a definição de uma conduta terapêutica adequada, e aguarda retorno da equipe de saúde. Considerando a evolução do quadro clínico, que já apresenta maior estabilidade, a Defensoria tem articulado com o Estado, por meio do setor psicossocial do Hospital das Clínicas, e com o Município, por meio do Consultório na Rua, visando à construção de uma alta responsável.
  • O objetivo é estabelecer uma linha de cuidado contínua, garantindo que o paciente receba acompanhamento adequado após a saída da unidade hospitalar, conforme a indicação terapêutica a ser definida. Paralelamente, a Defensoria também acompanha as investigações relativas à responsabilização criminal dos envolvidos.
  • No âmbito cível, a instituição presta assistência jurídica à vítima, adotando as medidas cabíveis para assegurar a responsabilização e a reparação dos danos sofridos. A Defensoria Pública reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e com a proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade."

ESPECIALIZADA DA POLÍCIA CIVIL ASSUME INVESTIGAÇÃO

Em nota enviada à reportagem do DOL, a Polícia Civil informou que o caso passou a ser conduzido por uma delegacia especializada vinculada à Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV), considerando a condição social e psíquica da vítima. A medida, segundo o órgão, segue diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça.

Ainda de acordo com a corporação, depoimentos seguem sendo colhidos no curso da investigação. O dispositivo elétrico utilizado na agressão já foi periciado, e o laudo técnico foi anexado ao inquérito.

A Polícia Civil também informou que o inquérito tem prazo inicial de 30 dias para conclusão, podendo ser prorrogado por igual período, caso haja necessidade de aprofundamento das apurações.

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