O assassinato de Paola Bracho ocorreu na madrugada do dia 1º de março de 2025, em Belém. A jovem, que morava no bairro da Sacramenta, entrou em um quarto de motel na BR-316 acompanhada de Iago Roger, apontado como principal suspeito do crime.
De acordo com as investigações, após o encontro, o homem deixou o local ensanguentado, vestindo apenas roupa íntima e apresentando ferimentos pelo corpo, o que levantou suspeitas.
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A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao motel, encontrou Paola já sem vida no banheiro do quarto. O caso passou a ser investigado como feminicídio, e o suspeito foi preso. Após a análise das provas, a Justiça decidiu levá-lo a júri popular. A família espera que o acusado receba pena máxima.
Veja a entrevista exclusiva com a irmã da vítima
O que caracteriza feminicídio
O feminicídio é o assassinato de uma mulher motivado por questões de gênero, como violência doméstica, menosprezo ou discriminação à condição de mulher. No Brasil, esse tipo de crime é considerado uma forma qualificada de homicídio, prevista no Código Penal.
A lei estabelece penas mais severas para casos de feminicídio, que podem chegar a até 30 anos de prisão, podendo ser aumentadas se houver agravantes, como o crime ter sido cometido com extrema violência, na presença de familiares ou contra mulheres em situação de vulnerabilidade.
Além disso, o feminicídio é classificado como crime hediondo, o que significa que não há possibilidade de anistia, graça ou indulto, e o cumprimento da pena começa em regime fechado.
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Família pede justiça
Mais de um ano após o crime, familiares de Paola Bracho continuam cobrando justiça e esperam que o acusado receba a pena máxima. A data do julgamento ainda não foi definida.
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