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Morre em Belém o jornalista Carlos Mendes, aos 76 anos

Carlos Mendes, um dos mais respeitados jornalistas da Amazônia, faleceu, deixando um legado importante para o jornalismo paraense.

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Imagem ilustrativa da notícia Morre em Belém o jornalista Carlos Mendes, aos 76 anos camera O jornalista deixa um grande legado para o jornalismo paraense | Foto: Reprodução

Morreu na manhã deste domingo (31) o jornalista paraense Carlos Mendes, um dos nomes mais respeitados da imprensa amazônica. Ele estava internado em um hospital de Belém para tratamento de problemas de saúde e durante esse período de internação, familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores promoveram uma ampla mobilização para doação de sangue, mas infelizmente ele não resistiu as complicações de saúde.

A morte de Carlos Mendes representa uma grande perda para o jornalismo do Pará e da Amazônia. Reconhecido pelo compromisso com a informação, pela defesa da democracia e pela atenção permanente às questões sociais, políticas e econômicas da região, ele construiu uma trajetória marcada pela independência editorial e pela busca incansável dos fatos.

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LEGADO

Fundador do portal Ver-o-Fato e do programa “Linha de Tiro”, transmitido pelo YouTube, Carlos Mendes transformou-se em uma das principais referências da comunicação paraense. Ao longo da carreira, atuou em diversos veículos de imprensa, destacando-se como repórter especial do Diário do Pará e correspondente em Belém do jornal O Estado de S. Paulo.

À frente do Ver-o-Fato, portal especializado na cobertura de temas políticos, econômicos e sociais da Amazônia, manteve uma atuação crítica e vigilante sobre os principais acontecimentos da região, conquistando credibilidade entre leitores, autoridades e colegas de profissão.

Legado de investigação e coragem

Além da cobertura política e econômica, Carlos Mendes ficou nacionalmente conhecido por seu trabalho investigativo sobre a chamada Operação Prato, uma das mais emblemáticas investigações ufológicas realizadas no Brasil. Ainda na década de 1970, quando era repórter do jornal O Estado do Pará, acompanhou de perto os relatos sobre os fenômenos conhecidos como “chupa-chupa”, que assustaram moradores de diversas cidades paraenses.

Sua dedicação ao tema resultou no livro-reportagem “Luzes do Medo – Relato de um Repórter na Operação Prato”, obra que resgatou documentos, entrevistas, reportagens censuradas durante o período militar e depoimentos inéditos sobre os acontecimentos registrados em Colares e em outros municípios do Pará.

Seu trabalho sobre a Operação Prato ganhou ainda mais relevância recentemente, após a série documental “Investigação Alienígena”, da Netflix, destacar sua atuação como um dos poucos jornalistas brasileiros que investigaram os acontecimentos de forma independente, sem se limitar às versões oficiais divulgadas à época.

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Carlos Mendes deixa familiares, amigos, colegas de trabalho e um legado que permanecerá vivo na história do jornalismo paraense. Sua contribuição para a comunicação amazônica, sua defesa da liberdade de imprensa e sua busca permanente pela informação continuarão como referência para as futuras gerações.

O grupo RBA presta homenagem e solidariedade aos familiares e amigos do jornalista pelos anos de trabalho e dedicação no jornalismo paraense.

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