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INDÍGENAS DESAPARECIDOS

Naufrágio no Rio Xingu: corpos de três indígenas são localizados

Acidente ocorreu na Terra Indígena Koatinemo, próximo a Altamira; buscas continuam na região de forte correnteza e difícil acesso.

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Imagem ilustrativa da notícia Naufrágio no Rio Xingu: corpos de três indígenas são localizados camera Equipes do Corpo de Bombeiros seguem as buscas por três indígenas desaparecidos após o naufrágio de uma embarcação no Rio Xingu, na Terra Indígena Koatinemo. Três vítimas já foram localizadas pelas equipes de resgate. | Reprodução

As buscas por vítimas de um naufrágio ocorrido no Rio Xingu, nas proximidades de Altamira, seguem mobilizando equipes de resgate e comunidades indígenas da região. O acidente aconteceu no fim da tarde da última quarta-feira (10), na área conhecida como Cachoeira Rebojo do Avelino, dentro da Terra Indígena Koatinemo, e deixou mortos e desaparecidos.

Segundo informações atualizadas pelo Corpo de Bombeiros, divulgadas na manhã desta sexta-feira (12), três corpos já foram encontrados pelas equipes de busca. As vítimas localizadas foram identificadas como Katameite, de 12 anos, Bemote, de 32 anos, e Romario, de 44 anos. Outras três pessoas permanecem desaparecidas: Toket, uma criança de 5 anos; Beptoti, de 14 anos; e Kokonã, de 22 anos.

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EMBARCAÇÃO TRANSPORTAVA INDÍGENAS KAYIAPÓ E XIKRIN

De acordo com o Corpo de Bombeiros, cerca de 23 pessoas estavam a bordo da embarcação quando ocorreu o naufrágio. Entre os ocupantes havia homens, mulheres e crianças pertencentes às etnias Kayapó e Xikrin.

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As circunstâncias que levaram ao acidente ainda não foram esclarecidas oficialmente e deverão ser investigadas pelas autoridades competentes.

REGIÃO APRESENTA ALTO RISCO PARA NAVEGAÇÃO

As operações de busca são realizadas por equipes do 9º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM), de Altamira. O trabalho enfrenta dificuldades devido às condições naturais da área. A Cachoeira Rebojo do Avelino é considerada uma região perigosa para embarcações por causa da forte correnteza, das corredeiras e da grande quantidade de pedras existentes ao longo do rio.

Além dos desafios impostos pelas águas, as equipes precisam enfrentar o difícil acesso ao local do acidente. Segundo informações preliminares, os bombeiros levaram entre três e quatro horas de deslocamento para chegar à área e iniciar as buscas.

FUNAI ACIONOU EQUIPES DE RESGATE

O Corpo de Bombeiros informou que a ocorrência foi comunicada pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), responsável por acionar as autoridades para o atendimento da emergência.

Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre o estado de saúde dos sobreviventes resgatados após o naufrágio. As buscas pelos três desaparecidos continuam e contam com o apoio de equipes especializadas que atuam na região do Rio Xingu.

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