A fiscalização sanitária desempenha um papel fundamental na proteção da saúde pública e na garantia da qualidade dos alimentos consumidos pela população. O combate ao abate clandestino de animais é uma das ações mais importantes nesse processo, pois impede a comercialização de produtos sem controle sanitário, reduzindo os riscos de transmissão de doenças e assegurando o cumprimento das normas de produção e comercialização de carnes.
A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), por meio do Grupo Agropecuário Técnico Tático e Operacional (GATTO), interditou um abatedouro clandestino de suínos que funcionava em condições precárias no município de Bragança, no nordeste paraense. A ação identificou diversas irregularidades no local, que operava sem qualquer licença ou fiscalização oficial.
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Durante a inspeção, os fiscais constataram problemas sanitários em todas as etapas da atividade, desde a criação dos animais até o abate e o armazenamento da carne. Os suínos eram criados sem cadastro junto aos órgãos competentes e sem acompanhamento técnico, contrariando exigências ambientais e sanitárias. Diante das irregularidades, o estabelecimento foi imediatamente interditado e os responsáveis autuados.
A operação foi coordenada pelo fiscal estadual agropecuário Gustavo Amaral, que alertou sobre os riscos do consumo de carne sem procedência comprovada. Segundo ele, a ausência de inspeção sanitária aumenta significativamente o risco de transmissão de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs) e zoonoses, enfermidades que podem ser transmitidas dos animais para os seres humanos. A falta de exames antes e após o abate impede a identificação de possíveis doenças nos animais, tornando o consumo desse tipo de produto altamente perigoso.
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Além da ação em Bragança, equipes da Adepará também realizaram fiscalizações preventivas no município de Tracuateua. As atividades incluíram inspeções em propriedades rurais e vias de trânsito de animais, com o objetivo de monitorar o cumprimento das normas de manejo, transporte e sanidade animal por parte dos produtores regularizados. A operação foi encerrada nesta sexta-feira (19) e contou com o apoio do Ministério Público de Bragança, do Grupo de Apoio Operacional Técnico (GATI) e da Polícia Civil.
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