O combate à violência contra a mulher ganhou mais um reforço no Pará com uma nova etapa de ações integradas das forças de segurança do Estado. Encerrada nesta semana, a terceira fase da Operação Escudo Feminino contou com 40 prisões e 1.152 atendimentos a mulheres em toda região. Entre os casos registrados durante a ação está o resgate de uma mulher vítima de violência doméstica que era mantida em cárcere privado pelo ex-companheiro, no município de Parauapebas.
Lançada pela governadora Hanna Ghassan e coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), a operação mobilizou forças de segurança e órgãos da rede de proteção para intensificar o acompanhamento de medidas protetivas, ampliar o atendimento às vítimas e combater crimes relacionados à violência contra a mulher nos municípios. Ao longo da ação, foram realizados 2.259 procedimentos operacionais em diferentes regiões do Estado.
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De acordo com as autoridades, o caso de Parauapebas foi identificado durante visitas de fiscalização e acompanhamento a mulheres beneficiadas por medidas protetivas. Ao procurarem a vítima no endereço cadastrado, policiais da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) receberam da mãe dela a informação de que não havia contato desde o dia 10 de junho e a suspeita de que a mulher estivesse na casa do ex-companheiro.
Com a informção, as equipes seguiram até o local indicado. Contudo, o suspeito fugiu antes da chegada dos agentes. A vítima foi encontrada com sinais de agressão física e relatou que estava impedida de deixar o imóvel há cerca de uma semana, período em que sofreu ameaças e violência.
Após o resgate, ela recebeu atendimento médico, acolhimento especializado e teve a ocorrência registrada. O suspeito segue sendo procurado e qualquer informação que possa ajudar a localizar o paradeiro dele pode ser repassada por meio do Disque-Denúncia (181), com sigilo garantido.
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Mais de 4 mil mulheres atendidas
A opreção contou com a ações intregadas da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Científica, Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e demais órgãos da rede de proteção, para intensificar o acompanhamento de medidas protetivas, ampliar o atendimento às vítimas e responsabilizar autores de violência.
Além disso, o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) realizou o monitoramento em tempo real das ações em todo o Pará, garantindo resposta rápida e coordenação operacional das ocorrências.
Com o encerramento da terceira etapa, a Operação Escudo Feminino ultrapassou a marca de 100 prisões desde o início das ações, em abril deste ano. Nas três fases já realizadas, cerca de 4.752 mulheres receberam atendimento por meio de ações de acolhimento, proteção, fiscalização e fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra a mulher no Pará.
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