O Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil em Moscou, informou, na manhã desta segunda-feira (22), que acompanha o caso do brasileiro identificado como Herik Ferreira Soares, natural de Castanhal, no Pará, que teria sido capturado por forças militares na Guerra da Ucrânia.
Segundo a nota oficial, a representação diplomática brasileira está em contato com a família de Heril e também com autoridades russas, buscando informações adicionais sobre a situação. O Itamaraty afirmou que presta assistência consular dentro dos limites previstos pela legislação internacional e nacional.
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O órgão ressaltou ainda que casos envolvendo brasileiros que se alistam em forças armadas de terceiros países possuem “especificidades”, já que envolvem compromissos assumidos no ato de recrutamento e condições próprias de áreas de conflito. Em alguns casos, segundo o comunicado, a assistência consular pode ser limitada pelos termos dos contratos firmados pelos combatentes.
Além disso, o Itamaraty publicou um alerta mais amplo sobre os riscos do envolvimento de cidadãos brasileiros em conflitos armados internacionais. Segundo o órgão, tem crescido o número de casos de brasileiros mortos ou em dificuldades em zonas de guerra, e há possibilidade de responsabilização legal, inclusive no Brasil, dependendo das circunstâncias.
O Ministério também destacou que não há obrigatoriedade do governo brasileiro em custear retorno ao país ou oferecer suporte logístico em situações desse tipo, reforçando que a decisão de se alistar em forças estrangeiras pode trazer consequências legais e pessoais.
O governo recomenda que ofertas de participação em exércitos estrangeiros sejam recusadas e orienta brasileiros em áreas de conflito a buscar apoio junto às embaixadas ou canais oficiais de assistência consular.
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Paraense preso na guerra
O brasileiro citado pelo Itamaraty é o jovem Herik Ferreira Soares, de 23 anos, natural de Castanhal, na Região Metropolitana de Belém. Ele apareceu em um vídeo divulgado em canais ligados às forças russas no Telegram, onde surge chorando e afirma ter sido feito prisioneiro durante o conflito.
No registro, Herik diz ter sido recrutado com a promessa de atuar em funções de retaguarda, longe da linha de frente, mas afirma que acabou enviado para combate direto. Ele relata ter sido enganado sobre as condições do trabalho e afirma ter enfrentado confrontos intensos na guerra.
Ainda no vídeo, o paraense agradece aos militares russos pelo atendimento médico e diz estar vivo após os combates. Em tom emocionado, ele também faz um apelo à família, pede perdão à mãe e afirma sentir saudades dos parentes no Pará.
Herik também relata arrependimento por ter participado do conflito e faz alertas sobre a atuação de recrutadores, afirmando que estrangeiros seriam utilizados em situações de risco elevado. As declarações foram divulgadas em meio à guerra em curso entre Rússia e Ucrânia, cenário em que há relatos recorrentes de combatentes estrangeiros envolvidos em diferentes frentes do conflito.
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