A capital paraense se tornou referência mundial no combate à Dengue, depois que o empresário e ativista Bill Gates compartilhou, em sua página no LinkedIn, uma reportagem do jornal norte-americano The New York Times sobre as ações adotadas por Belém para conter a doença.
A publicação destacou a redução de 70,4% nos casos registrados na cidade, resultado obtido após um forte surto em 2024. Por isso, a experiência paraense passou a ser apresentada internacionalmente como modelo de reação ao avanço do Aedes aegypti.
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O jornal americano publicou, em 13 de agosto, uma reportagem com o título "Uma cidade se mobiliza contra uma ameaça persistente à saúde: os mosquitos".
No texto, o veículo descreve como Belém enfrentou o surto com vigilância epidemiológica, atuação de agentes de saúde, novas tecnologias e participação dos moradores.
Além disso, o jornal aponta que a mobilização da capital paraense pode oferecer lições concretas às cidades dos Estados Unidos, que enfrentam risco crescente de transmissão da doença.
Os números que chamaram a atenção do mundo
Os dados explicam por que os americanos voltaram os olhos para o Norte do Brasil. Segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), divulgados pela Prefeitura de Belém, os casos de dengue caíram de 2.997, em 2024, para 886, em 2025.
Além disso, os casos com sinais de alarme recuaram 74,8%, de 230 para 58 registros. Os casos graves também diminuíram, de 20 para seis ocorrências no mesmo período.
As tecnologias usadas no combate ao mosquito
Um dos principais instrumentos da ofensiva contra o Aedes aegypti são as Estações Disseminadoras de Larvicidas, conhecidas como EDLs. Mais de 5 mil unidades já foram instaladas em bairros considerados prioritários pela prefeitura.
Além disso, a meta é chegar a 8 mil estações até o fim de 2026. Os bairros atendidos pelas estações incluem:
- Guamá;
- Montese (Terra firme);
- Souza;
- Marco;
- Sacramenta;
- Pedreira;
- Coqueiro;
- Canudos;
- Curió-Utinga;
- São Brás.
A repercussão internacional
O compartilhamento feito por Bill Gates ampliou o alcance da reportagem do The New York Times e colocou Belém no centro do debate global sobre saúde pública.

Isso ocorreu em um momento em que países do hemisfério norte discutem estratégias para conter a expansão do mosquito transmissor.
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Portanto, a experiência paraense ganhou ainda mais visibilidade, com a combinação de tecnologia, mobilização comunitária e vigilância epidemiológica como caminho replicável para outras cidades do mundo.
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