Após o Núcleo de Vigilância Epidemiológica (NVE) do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) alertar sobre a ocorrência de sarampo no município de Belém, mais especificamente no bairro do Guamá e sobre a necessidade de alerta quanto à obrigatoriedade de vacinação em massa. A coordenação de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde Pública divulgou nota à imprensa na tarde desta sexta-feira (06).
Veja a nota na íntegra:
"A coordenação de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde Pública descarta o surto de sarampo. Em 28 de julho, a coordenação de vigilância epidemiológica da Sespa foi notificada da ocorrência de um caso suspeito da doença.
Após investigação do caso realizada por técnicos da Sespa e da Sesma de Belém, identificou-se que os sinais e sintomas do caso notificado começaram no dia 06 de julho. Também durante a investigação foram identificados dois contatos domiciliares sintomáticos, que adoeceram no dia 28 de julho com quadro clínico compatível com a mesma doença.
O primeiro caso é o único laboratorialmente confirmado de sarampo. Os outros dois ainda estão em investigação. Os três não eram vacinados contra sarampo e nenhum deles se deslocou dentro do período de incubação e transmissibilidade da doença.
Vale lembrar que o período de transmissão se inicia, em média, de 3 a 4 dias antes do inicio dos primeiros sintomas (febre, manchas vermelhas, acompanhadas de/ou tosse ou conjuntivite ou coriza) e se prolonga, em média, até 10 dias.
A principal providência adotadas pela Sespa e Sesma já foi a realização, de bloqueio vacinal, em que foram vacinadas 216 pessoas de modo seletivo nas faixas etárias recomendadas (6 meses em diante) em pessoas residentes próximas ao paciente. A Sespa esclarece que não há necessidade de realizar vacinação em massa e tampouco campanha, pois não há surto da doença.
O sarampo, vale lembrar, é uma doença em eliminação no país, pois há dez anos não ocorria caso classificado como autóctone, denominação científica dada a caso contraído em aérea de residência, sem contato com outro caso suspeito. Mesmo assim, a Sespa recomenda a todos que ainda não se vacinaram contra o sarampo que compareçam a qualquer Unidade Pública de Saúde mais próxima para tomar a vacina.
As vacinas recomendadas são a tríplice viral a partir de 12 meses de idade, com reforço a ser ministrado entre quatro a seis anos de idade. Aos menores de 20 anos também é recomenda a tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), para quem ainda não vacinado. Após essa idade e até 39 anos, há disponível a dupla viral (contra sarampo e rubéola).
A Coordenação de Vigilância em Saúde da Sespa mantem vigilância para a ocorrência de novos casos, avalia as coberturas vacinais e recomenda as unidades de saúde públicas para a notificação e investigação oportunas e adequadas, de casos suspeitos." (Diário Online)
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