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Protesto e chuva provocam caos no trânsito

Moradores do conjunto Eduardo Angelim e de outras oito comunidades próximas interditaram uma das pistas da avenida Augusto Montenegro em protesto contra a constante falta de água no local. A manifestação iniciou às 11h e só encerrou às 21h30, quando

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Moradores do conjunto Eduardo Angelim e de outras oito comunidades próximas interditaram uma das pistas da avenida Augusto Montenegro em protesto contra a constante falta de água no local. A manifestação iniciou às 11h e só encerrou às 21h30, quando o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Belém (Saaeb) garantiu que o serviço de troca da bomba da caixa d’água seria finalizado ainda ontem. Até o fechamento desta edição, os moradores aguardavam o retorno da água.

Segundo a população, o problema no abastecimento de água já dura 15 dias. Jefferson Silva, técnico em informática e morador do conjunto, diz que o problema de falta de água existe há dois anos e ocorre constantemente com intervalos de tempo cada vez maiores. “O Saaeb vem aqui, conserta e a água volta. Cerca de dois meses depois a falta de água volta, fazemos protestos e eles retornam para ajeitar. Esse círculo vicioso nunca acaba”.

Uma caixa d’água abastece os moradores do conjunto e a água falta quando a bomba queima. “Se é feita manutenção nessa caixa d’água como essa bomba vive queimando?”, questiona o técnico. Vários moradores afirmavam que os aparatos trocados não são novos e, por isso, estão sempre apresentando problemas. “Como se não bastasse a bomba usada, eles ainda ficam revezando o mesmo equipamento. A bomba fica uns dias aqui e outros em Outeiro que também tem problema de abastecimento”, diz Vanessa Silva, presidente da Associação do Residencial Castanheira.

A interdição gerou um congestionamento de cerca de três quilômetros no sentido Entroncamento-Icoaraci. Vários carros tentaram retorno para escapar do engarrafamento, outros subiram os canteiros e pegaram a contramão. A avenida se transformou num verdadeiro caos. Muitos passageiros desceram do transporte e voltaram andando para suas casas. O motorista de um caminhão resolveu passar com o veículo pelo canteiro que divide as duas pistas, mas ficou atolado.

Um carro do Saaeb chegou ao conjunto por volta das 13h30 de ontem e começou a reparação do equipamento, que precisou ser interrompida às 19h devido à forte chuva que encobriu a capital paraense. Os moradores negociaram a liberação da rua com os policiais, após a garantia da solução do problema por parte da empresa. “O serviço já está em andamento e logo será resolvido”, declarou Geovane Rodrigues, funcionário da companhia.

O dia também foi de transtorno no trânsito. Além dos habituais congestionamentos já intensificados pela manifestação na Augusto Montenegro, motoristas e passageiros precisaram enfrentar os transtornos causados pela forte chuva que caiu sob a cidade.

A chuva durou cerca de 2 ho tempo suficiente para alagar ruas e interromper o fluxo de carros, como ocorreu na avenida João Paulo II junto à travessa Angustura. Quem passava pelo local precisou aguardar cerca de 30 minutos para seguir em frente, já que a via estava submersa. No elevado da avenida Júlio César, motoristas diminuiam a velocidade e dirigiam em filas, evitando a parte mais alagada. Sem ter onde se refugiar, pedestres enfrentavam as poças para atravessar ruas e tentar chegar em suas residências.

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