Médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) iniciaram ontem o curso “Resgate em selva e vias de difícil acesso na Amazônia”, coordenado pelo Corpo de Bombeiros, em parceria com a Polícia Militar e a empresa Amazônia Ventura, especializada em resgates. O treinamento – que vai até hoje – é realizado em uma comunidade, na Alça Viária.
Para os 30 profissionais participantes do curso, as técnicas são fundamentais, já que a meta é capacitar pessoas para atuar em situações em que o resgate é difícil, o que costuma ocorrer em locais como a Amazônia. “Eles vão aprender a descer de rapel, realizar resgate na água e resgate de helicóptero para conseguir chegar até a vítima”, afirma José Guataçara, médico do Corpo de Bombeiros.
O coordenador geral do Samu, Afonso Rocha, é um dos participantes do curso. Ele explica que esta é a primeira vez que um treinamento deste tipo é realizado para os profissionais e que a ideia é que, no futuro, outros também possam participar da atividade. “Recebemos chamadas de resgate em canais, lajes muito altas, poços, locais de difícil acesso. É a primeira vez no Brasil que uma equipe do Samu faz esse treinamento. Além de capacitar, espero que isto se torne um espelho para outras equipes”.
TREINAMENTO
Logo no início do curso, os participantes conheceram na teoria os métodos de atendimento em diversas situações, como socorrer uma vítima de picada de arraia, por exemplo. As técnicas de como utilizar o helicóptero em um salvamento também foram repassadas.
Os profissionais também usaram os equipamentos para pôr em prática a teoria. Todos puderam embarcar no helicóptero do Corpo de Bombeiros e executar os comandos repassados. A segunda parte do treinamento envolvia técnicas de salvamento na água. A equipe precisou se superar para executar os exercícios do curso. “Nunca havia tido nenhum contato com situações como essa. É preciso uma melhor preparação, já que no dia-a-dia nosso trabalho é muito urbano”, conta Aníbal Machado, que atua como médico no Samu há dois anos.
Além dos exercícios, os participantes tiveram que buscar o próprio alimento na mata, aprenderam a utilizar os elementos da natureza para obter fogo e água, como lidar com animais peçonhentos e improvisar equipamentos em casos de emergência.(Diário do Pará)
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