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Cremação vai às ruas contra alagamentos

Quase uma situação de calamidade pública. É assim que vivem as famílias das redondezas da travessa Quintino Bocaiuva com a rua dos Caripunas, nas redondezas do canal da Doutor Moraes, que compreendem ainda as ruas Euclides da Cunha e Rui Barbosa, por c

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Quase uma situação de calamidade pública. É assim que vivem as famílias das redondezas da travessa Quintino Bocaiuva com a rua dos Caripunas, nas redondezas do canal da Doutor Moraes, que compreendem ainda as ruas Euclides da Cunha e Rui Barbosa, por conta de um alagamento sem fim, que atormenta o dia-a-dia de quem mora na área.

Sem saber mais para onde recorrer, já que todas as providências cabíveis junto à Prefeitura Municipal de Belém já foram tomadas, no sábado, 7, os moradores apelaram com um protesto pacífico para chamar a atenção das autoridades municipais e da imprensa. O mesmo ato se repetiu ontem e hoje eles vão às ruas novamente pela manhã, para chamar mais uma vez atenção para o problema.

“Com a chuva torrencial que caiu na sexta, 6, a situação só piorou, tornando o ir e vir da população inviável. Aliás, nosso direito de ir e vir está totalmente comprometido. As obras do PAC deixaram nossa rua assim. O que era para melhorar a vida da população, aumentou ainda mais o caos que já vivíamos. O nível da água aumentou e tudo foi para o fundo ou está suspenso nas casas”, esbravejou no microfone do carro som dona Georgina Macário, líder comunitária, durante o protesto.

Dona Georgina fala das obras do canal da Doutor Moraes, comandadas pela Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), via Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), que compõe as obras da Macrodrenagem da Estrada Nova, pela Sub-Bacia II.

O objetivo era facilitar o escoamento da água, além de evitar que o canal transbordasse. Porém, as melhorias aliviaram apenas a vida de quem mora no local, mas destruiu a de quem vive nas redondezas, como é o caso dela.

“O que sabemos é que vedaram a tubulação por onde água deveria escoar. Outros dizem que ela está entupida. Para limpar a rua, uma pessoa daqui tem que ir até o DRES [Departamento de Resíduos Sólidos], da PMB, e implorar para eles virem aqui. Não temos policiamento, não temos censo, não temos saúde, não temos recolhimento de lixo, não temos amigos que nos visitam, moradores cadeirantes não podem sair de casa. Tudo por conta dessa água acumulada”, retrucou ela.

SEMPRE NO FUNDO

Lá, a água empossada não escoa nunca, independente de chuva ou não. Para sair, os moradores são obrigados a cumprir um ritual: enrolar a bainha da calça até a altura dos joelho e levar consigo uma galão de água, para lavar os pés da água imunda, e em seguida higienizá-los com álcool. Sem contar quem foi forçado a andar de botas, para evitar o contato com a água.

Segundo dizem os moradores, duas pessoas da vizinhança já morreram vítimas de leptospirose adquirida a partir da água contaminada - sem contar os casos de dengue, micoses, alergias e o odor insuportável no local.

>> Um cotidiano tomado mesmo sem chuvas

Quem possui veículo se desespera todos os dias na hora de chegar e sair de casa. “Tentamos colocar aterro, pedaços de paus e pedras, para formar um ‘caminho seguro’ por onde o carro possa passar, sem cair em bueiros e buracos. Com isso, quem mora aqui e tem carro já sabe os macetes de onde tem que passar”, explicou indignado Renato Braga, que mora na área e possui um Peugeot.

Dona Georgina contou que precisa desembolsar dinheiro toda semana, para capinar um terreno que fica ao lado de sua residência, para que suas filhas e outras pessoas também possam passar, evitando ao máximo o contato com a água suja, que fica acumulada.

“Temos ofícios enviados ao prefeito Duciomar, além de processos abertos na Seurb e Sesan, todos sem uma providência que resolvesse nossa situação. Saneamento básico é um direito de todos, mas nós não possuímos”, disse Georgina.

PREJUÍZOS

Quem vive do comércio mantido no local teve que praticamente abandonar a atividade. Um mercadinho e um restaurante já fecharam as portas. Marcelo Jones Rodrigues é um dos que ainda resiste. Ele possui um salão de beleza numa rua que vive alagada.

“Perdi boa parte da minha clientela já e isso é o meu ganha-pão. Eu vivo desse salão de beleza. Todos os dias tenho um cliente a menos, que desmarca porque é impossível chegar até aqui. Para entrar e sair tenho que pagar um carroceiro, para carregar as pessoas, isso é um absurdo. Não podemos receber uma pessoa na nossa casa, fazer uma comemoração que seja, nem usar o banheiro, nem a descarga. Estou impedido até de trabalhar”, disse.

Por ser considerada uma das áreas mais baixas da cidade, uma das saídas apontadas pelos moradores é que as ruas do local sejam niveladas na mesma altura da avenida Gentil Bittencourt.

“A gente nem sabe se de fato isso vai solucionar o problema. O certo seria a Prefeitura de Belém disponibilizar engenheiros e técnicos capacitados para sanar a questão, mas ninguém faz nada por aqui. Nem ao menos quebram a rua, para pelo menos saber porque essa água desce toda para cá”, falou Ricardo Serra, que não mora na área, mas é obrigado a passar pelo local, para visitar a mãe.

O QUE DIZ A SESAN?

A Secretaria Municipal de Saneamento informou na sexta-feira que mandaria uma equipe para fazer a desobstrução do bueiro na travessa 9 de Janeiro, entre as passagens Mucajás e Umariz.

Em relação às demais áreas (Quintino, Caripunas, Fernando Guilhon e Timbiras), a Sesan disse em nota enviada ao DIÁRIO que os técnicos das secretarias municipais de Saneamento (Sesan) e de Urbanismo (Seurb) já estão tomando todas as providências para, o quanto antes, solucionar esse problema. (Diário do Pará)

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