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MST quer ocupar fazenda Marambaia

Mais de 300 trabalhadores rurais vinculados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) continuam acampados às margens da PA-275, entre Parauapebas e Curionópolis, Sul do Pará. Reivindicam a desapropriação da fazenda Marambaia, na altura do q

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Mais de 300 trabalhadores rurais vinculados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) continuam acampados às margens da PA-275, entre Parauapebas e Curionópolis, Sul do Pará. Reivindicam a desapropriação da fazenda Marambaia, na altura do quilômetro 48 da rodovia, para fins de reforma agrária. Homens do Batalhão de Choque e do Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar, de Belém; e do Grupo Tático da PM de Marabá, continuam no local para evitar confronto direto com os fazendeiros.

São quase três dias consecutivos de tensão no local. Na noite da última sexta-feira (6), centenas de sem-terra tentaram invadir a Marambaia e mais duas propriedades da região (Arizona e Colorado), mas foram impedidos pelos proprietários, que montaram barricadas para impedir a passagem dos invasores. Apesar da tentativa frustrada de ocupação, a PA-275 ficou interditada por quase 24 horas. O trânsito só foi liberado às 19h de sábado, após longa negociação na sede da Prefeitura de Parauapebas, que envolveu polícias Civil e Militar, OAB, Incra, Pastoral da Terra, representantes da Casa Civil, e os prefeitos de Curionópolis e Parauapebas.

Representantes do MST teriam concordado em deixar a rodovia, e seguir rumo a Eldorado dos Carajás, até que o Incra se manifestasse sobre a situação da Marambaia e possibilidade de desapropriação. O MST, no entanto, mantive o acampamento, bem em frente à fazenda. De um lado, o coordenador estadual do MST, Ulisses Manaças, diz que o movimento é “pacifico”. “Não há orientação de invasão ou violência. Decidimos aguardar uma resposta do governo no local”.

Do outro lado, Geraldo Capota, diretor do Sindicato dos Produtores Rurais de Parauapebas, diz que os fazendeiros estão preparados para defender o patrimônio e que vão exigir a retirada do acampamento. Ele alega falta de “proteção do Estado”.

O coronel Raimundo Cardoso, comandante do 4ª Batalhão da PM de Marabá, disse na noite de ontem que a orientação é para monitorar a situação e evitem conflitos. Não há direcionamento para retirar os trabalhadores rurais do local onde estão acampados.

NO ACORDO...

O Estado se compromete em desbloquear a pauta do MST que estava parada;

O Incra deve fazer novas vistorias nas fazendas da região;

O MST continua o processo de mobilização em acampamentos;

E a PM deve desocupar as fazendas, em até 24 horas, caso sejam invadidas. (Diário do Pará)

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