Ex-funcionários da Associação Cultural e Educacional do Pará (Acepa) protestaram em frente ao Hospital Metropolitano, na manhã de ontem. Os trabalhadores interditaram uma das vias da BR-316 por quase uma hora.
Segundo o servidor Marco Antônio Pinheiro, o objetivo do protesto é conseguir que os funcionários que foram demitidos do hospital recebam suas indenizações. “Estamos procurando nossos direitos. Eles não querem pagar o que nos devem”, diz Pinheiro.
Os manifestantes afirmam que as indenizações por rescisão do contrato e o FGTS não foram pagos, além da homologação do contrato, que deveria ter sido feita na última sexta-feira. Segundo Pinheiro, só foram feitas 80 homologações e somente essas carteiras de trabalho foram devolvidas. Os manifestantes acusam a Acepa de estar retendo as carteiras dos outros trabalhadores.
Segundo o diretor da Acepa, Renato Jordano, foram feitas todas as rescisões de contrato na sexta-feira passada e os valores referentes às indenizações foram depositados em conta corrente dos 800 funcionários.
Sobre as homologações das rescisões, o diretor afirma que, conforme a lei, só podem ser feitas 80 por dia, o que está sendo cumprido. Sobre as carteiras de trabalho, Jordano afirma que não foi possível entregar no dia 6, mas que no decorrer da semana todas serão devolvidas. Em relação aos valores de indenização que são reclamados pelos funcionários, o diretor afirma estar pagando o correto.
Jordano informou aos trabalhadores que as primeiras homologações serão feitas para as pessoas que foram continuar com os seus serviços na nova empresa que está assumindo a administração do Metropolitano. Após essas homologações de emergência, os outros funcionários deverão receber cartas informando o dia da homologação das rescisões.
Em nota, o Instituto de Saúde Santa Maria (Idesma), que assumiu a nova administração, informa que o Hospital Metropolitano manteve suas atividades normalmente na manhã de ontem.
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