Vários manifestantes interditaram, ontem, as duas vias da rodovia Augusto Montenegro, causando transtornos a quem trafegava pelo local. Eles pediam por justiça pelo baleamento de Ailton dos Santos Pena, 43 anos, na tarde de ontem, no bairro do Sideral, em Belém. O protesto provocou um congestionamento gigante e irritou quem tentava passar pelo local para trabalhar ou chegar em casa.
O protesto começou por volta das 15h. Ao saberem do baleamento de Ailton, os moradores do residencial Telmo Marinho se organizaram para fazer o protesto. Eles jogaram vários pedaços de pau nas duas pistas da rodovia Augusto Montenegro, impossibilitando o tráfego na área. Quem estava nos coletivos, carros e motos, precisou de muita paciência com a situação. Mas, para os manifestantes o importante era chamar a atenção das autoridades para a questão da terra.
“Ele se sensibilizou com a nossa causa e estava nos ajudando a ganhar a causa e a ficar aqui. Eu não quero perder meu pedaço de terra. Aqui tem para vender, mas eu não tenho como pagar”, disse Marcos Ferreira, estivador. Segundo informações do manifestante, eles lutam para permanecer no terreno há mais de um mês e como Ailton estava à frente do processo, vinha recebendo ameaças.
“Ele já tinha sido ameaçado há vários dias. Tinha procurado a justiça e nada”, acrescentou. A Polícia Militar foi acionada para conter os ânimos no local, mas não precisou usar a força durante o protesto. “Nós estamos negociando para resolver a situação. Queremos evitar qualquer ato de vandalismo e agressão”, afirmou o major Daniel, da 5ª ZPol.
Somente uma ambulância conseguiu passar pelo local. Até mesmo quem estava em motos, era impedido de trafegar pela rodovia. Após negociação com os líderes, a pista por onde trafegam os veículos que saem de Icoaraci para Belém foi liberada. Para liberar a outra pista, os manifestantes aguardavam a chegada de um representante do Ministério Público, o que não ocorreu. “Nós entramos em acordo com eles e conseguimos resolver a situação. A pista foi liberada por volta das 19h”, contou o capitão Lima Neto, subcomandante da 8ª ZPol. (Diário do Pará)
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