Os servidores do Detran, após paralisarem suas atividades, foram recebidos no final da manhã de ontem na Casa Civil e conseguiram do Governo do Estado o comprometimento do envio, à Assembleia Legislativa, até a próxima segunda-feira (16), do projeto de reestruturação do órgão.
O envio do projeto, em caráter de urgência, foi a principal reivindicação dos servidores da autarquia, que ontem paralisaram os serviços. Contudo, de acordo com os servidores, caso a reivindicação não seja atendida a ameaça é de greve geral.
No caso, mais de 800 deles cruzaram os braços na manhã de ontem. A paralisação, que durou 24h, abrangendo capital e interior, tinha ainda o objetivo de pressionar o governo estadual a encaminhar à Assembleia Legislativa (AL) a lei de reestruturação salarial.
De acordo com o Sindicato dos Servidores do Detran/PA (Sindetran), o encaminhamento dessa tabela de vencimentos já deveria ter sido feito até o dia 30 de junho, com base em acordo firmado durante a última paralisação dos servidores, em março deste ano.
Segundo informa o diretor do Sindetran, Elias Monteiro, a tabela de vencimentos deveria ser aprovada antes das eleições, com o aumento variável de 75% (para nível superior), 65% (nível médio) e 56% (para nível fundamental) sobre o salário base dos servidores do Detran - hoje em R$ 540, independente de cargo e escolaridade. “Queremos dividir por nível de escolaridade os salários, para assim valorizar o trabalho do servidor”, comenta Monteiro.
O diretor de planejamento do Detran, Carlos Valente, informou que a direção do órgão já estaria tentando resolver os problemas juntamente com os outros órgãos responsáveis. Ainda segundo ele, cerca de 60% dos funcionários paralisaram e os serviços de vistoria e exames não funcionaram. “Mesmo com alguns serviços funcionando, ainda assim cria um transtorno para o cliente”, admite Valente.
Transtorno esse sentido pelo motorista Rodrigo Soares, que se mostrava aborrecido pela situação. “Perdi uma manhã inteira de trabalho. Meu patrão não vai querer saber se estava em greve ou não”. (Diário do Pará)
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